quinta-feira, outubro 05, 2006

Outono


Caem as folhas das árvores,
Que vão ficando despidas...
Sem vergonha de quem passa
Anunciam o Outono adormecidas.

O céu tornou-se cinzento,
As primeiras chuvas caíram...
Os dias estão mais curtos
E as andorinhas já partiram.

Sinto as minhas lágrimas rolar,
Com tantas saudades do Verão
Nem quero pensar no que tenho que esperar
Para voltar o sol ao meu coração.

quarta-feira, outubro 04, 2006

Despedida


Sentada numa rocha junto ao mar,
Chorei triste a minha vida,
Porque custa sempre dizer adeus
Na hora da despedida.

Sei que em breve partirei
E custa-me deixar-vos desprotegidos,
Mas espero poder ser o anjo
De todos os que me são queridos.

No dia da minha partida
Podem todos olhar para o céu.
Se virem uma nova estrela, brilhante,
Saberão todos que sou eu!

terça-feira, outubro 03, 2006

Lua


Lua feiticeira,
Que brilhas no céu infinito,
Não ouses tu esconder-te.
Ouve o meu grito.

Brilha em lua cheia
Como só tu sabes fazer.
Não me abandones tu agora,
Quando eu estou a sofrer.

Puxa-me com uma corda,
Leva-me para perto de ti,
Só tu ouves minhas preces
E és testemunha do que vivi.

Quando eu estiver contigo
Apaga toda a tua luz,
Para que ninguém me encontre,
Já nada no mundo me seduz.

domingo, outubro 01, 2006

Folha de Papel

Uma folha de papel
Tornada minha confidente,
Partilho com ela a minha alma,
Minha rebelião, minha calma,
Minha loucura, amor ardente.

Folha branca, imaculada,
Sei que nada irás contar.
Em ti confio, cegamente,
Ontem, hoje, para sempre,
Só em ti posso confiar.

Se alguém em ti pegasse,
E em algum momento tentasse
Meus segredos descobrir…
Sei que te tomarias de encanto,
Tornarias tudo branco,
Pois não suportas trair.

Minha amiga de papel,
Contigo partilho minha vida.
A ti conto quem eu amo,
E só tu sabes meu engano,
Perdoa queimar-te à despedida.

Nossa Magia

É magia…
Quando nos amamos em perfeita sintonia.
É amor…
Quando metes na minha boca o teu sabor.
É beleza…
Quando agarras o meu corpo com toda a firmeza.
É união…
Quando me enlouqueces com tanta paixão.
É demais…
Quando me fazes gritar e desejar-te ainda mais.
É ternura…
Quando no final gritamos juntos com loucura.
És tu e eu… Juntos

Sou como sou...

Sou como o tempo…
Andando em frente,
Coração em leve compasso!
Sou como o vento…
Transparente
Umas vezes calma, leve brisa,
Outras tempostade vinda do espaço!
Sou como o sol…
Luminosa, quente,
Aquecendo tudo em meu redor!
Sou como a lua…
Amante ardente,
Esperando à noite o meu amor!
Sou como uma estrela…
Longinqua, intocável,
Mas acima de tudo brilhante!
Sou como a neve…
Tão branca e fria,
Que quando cai é deslumbrante!
Sou como o mar …
Salgado,
Em que apetece penetrar!
Sou como sou…
Sem pecado,
Amando a vida e quem me amar!

Amor banal

Hoje em dia tornou-se banal
Falar de amor sem sentimento
Como se isso fosse tão normal,
Como o relógio marcar o tempo.

Dizem “Amo-te com loucura”,
Sem sentir, sem pensar…
Quando apenas sentem ternura
E nem sabem o que é amar.

Parece que ninguém sente
O significado do verdadeiro AMOR,
Magoam intencionalmente
Sabendo que provocam dor.

Se todos pudessem sentir,
E amar com profunda intensidade,
Não haveria no mundo
Esta banal crueldade.

Tristeza

A tristeza invadiu a minha vida,
Sinto-me num beco sem saída,
Sem saber para onde vou.
Completamente incompreendida,
Sou como um barco à deriva,
Sem saber por onde navegou.

E se sinto algum alento,
Logo me vem ao pensamento,
Que não sei para onde ir.
A dúvida é um tormento,
Que não se esvai nem um momento.
Não sei para onde fugir.

Tomara saber-te dizer,
De forma que pudesses perceber,
Tudo o que me vai no coração.
Mas limito-me a esconder,
Tu finges não perceber,
Esta minha grande paixão.

Perdida

Sinto-me perdida,
Sem saber como voltar,
Não há caminho nem rumo,
Não há esperança em nenhum lugar.

Não há sorriso que me alegre,
Não há palavras que me confortem,
Não há luz que me ilumine,
Só vejo almas que sofrem.

Sinto-me abandonada,
Esquecida em algum lugar,
Não há quem me procure,
E não me consigo encontrar.

Não há nada que me alimente,
Que ressuscite o meu ser morto,
Sinto que perdi a alma,
Vagueio perdida no meu corpo.

Adeus Amor

Adeus Amor…
Vou-me já embora da tua vida.
Perdoa ser assim a despedida,
Mas estamos ambos a sofrer.
Sei que sou por ti querida,
Mas parto antes de amanhecer.

Adeus Amor…
Nunca mais te irei ver,
Estou-te a prometer!
Porque me fazes sentir perdida,
De mim própria esquecida,
E eu quero viver.

Adeus Amor…
Não penses em me procurar,
Nunca me iria negar,
E eu quero viver, sem ti perto do meu olhar,
Assim não irás ver meus olhos chorar,
E eu conseguirei vencer!

Adeus Amor…
Tenta o tempo parar,
Para eu me demorar,
Mais um pouco na despedida.
Se quando eu sair me fores espreitar,
E me sentires a fraquejar,
Manda-me seguir a minha vida.

Adeus amor!

Vida de Drogado

Vagueias pelas ruas,
Perdido em teus pensamentos,
Já não sabes onde moras,
Pensas e agora choras,
Tua vida, feita de tormentos.
Já não te lembras como foi,
Deixaste-a entrar na tua vida.
No início era tudo mágico,
E depois da tua alma esquecida
Não vês como é tudo trágico.
Queres deixá-la e não consegues,
Quem te ajudará agora?
Ela não te irá perdoar
Tinhas tanto para viver lá fora…
E tu preso nela, a amargurar.
Pensas no fim que terás,
Procuras avidamente dinheiro,
Doente e desesperado,
No meio de uma noite escura,
Só a vida de drogado,
Não te permite ver tua figura.

Traição e Sorte

Entraste bem levemente,
Nem adivinhei teus passos.
Quando sonhei, docemente,
Com calor dos teus braços.
Infortúnio pensar que um dia
Os teus beijos seriam meus.
Quando o dia amanhecia,
Uma grande calmaria
Se apoderava dos céus.
Mas de noite, sozinha,
Deitada naquela cama,
Chorava feita tontinha,
Por quem nunca disse que me ama.
Assim fazem os corações
Das mulheres apaixonadas…
Vivem grandes paixões,
Para serem atraiçoadas.
Amar de verdade alguém
É assinar um passaporte.
Destino só ele tem,
Tudo o que precisamos é de sorte!

Abandonada

Vagueando pelas ruas,
Debaixo de chuva na noite gelada,
Que procuras tu tão perdida,
Com olhar de quem foi esquecida,
Com marcas de quem está abandonada?
Sem rumo no caminho incerto,
Ouço os passos inseguros na estrada.
Caminhas em frente, perdida,
Tu que te sentes esquecida,
E nunca te sentiste amada.
Procuras talvez o amor,
Alguém que te aconchegue em abraços.
Eu, deitada na cama,
Enroscada em quem me ama,
Imagino onde te levam teus passos.

"Era uma vez..."

Lá longe, numa bela cidade,
Vivia uma menina de tenra idade,
Que se chamava Inês.
E pedia todos os dias,
Histórias de fadas e magias,
Que começavam por “Era uma vez…”
E na história vivia uma princesa,
Que queria sempre a luz acesa,
Pois tinha medo de adormecer.
E o rei chamou as fadas,
Com longas capas bordadas,
Para o mistério resolver.
Então todas se reuniram,
E de acordo decidiram
Fazer uma bela magia.
Como a princesa dormiu,
E nem um choro se ouviu,
O rei ficou louco de alegria.
Então as fadas, recompensadas,
Deram à princesa, animada,
Todas as virtudes que havia.
Então elas, que eram três,
Partiram para o reino do “Era uma vez…”
E para sempre reinou a alegria!

Não te amo

Não te amo!
Mas quero acordar e adormecer sempre a teu lado,
Que todo o teu tempo me seja dedicado…

Não te amo!
Mas quero que só tenhas olhos para mim,
Que seja hoje, amanhã e sempre assim…

Não te amo!
Mas quero que me digas palavras de amor baixinho,
E que me dês sempre todo o teu carinho…

Não te amo!
Mas quero que fiques sempre aqui,
Porque a minha vida não faz sentido sem ti…

E grito NÃO TE AMO!
Porque me disseram que isso provoca dor…
Mas tu serás sempre o meu grande amor!

sábado, setembro 30, 2006

Ser Mulher

Amar quem não nos ama,
Gostar de quem tanto nos quer,
Odiar quem nos engana,
Assim se transforma uma mulher.

Mostrar sempre um sorriso franco,
Mesmo quando descontente,
Derramando lágrimas em pranto,
Quando à noite ninguém nos sente.

Gerando o futuro e as vidas,
Vivendo gloriosos momentos,
Sentindo-nos recompensadas e queridas,
Com o sorriso dos nossos rebentos.

Trabalhando noite e dia,
Sem que ninguém nos dê valor,
Mostrando sempre alegria,
Quando o coração chora de dor.

Se pedimos um gesto de carinho,
E um pouco de atenção,
Ainda o dizemos baixinho,
Com medo de não ter razão.

À noite quando queremos dormir,
Cansadas dos dias desgastantes,
Vamos sempre a sorrir,
Transformadas em amantes.

É uma vida dura,
Esta vida que ninguém quer,
Mas o nosso orgulho perdura,
Orgulho de ser Mulher!

Poeta

Poeta dos meus encantos
Que escreves teus medos e prantos,
Teus amores e teus pecados.
Com uma caneta sem cor,
O teu riso, tua dor,
Transformas poemas em recados.
Dizes o que te vai na alma,
Com raiva, lágrimas e calma,
Como se escrevesses só para mim.
Leio-te sempre com ternura,
Por vezes com inveja pura,
Também eu queria escrever assim.

Anjo Meu

Anjo meu,
Que fazes meu coração bater descompassado
Como só uma paixão consegue…
Pensado noite e dia no pecado,
Um sonho que nas noites me persegue.


Anjo meu,
Que me fazes rir e chorar,
E me fazes sentir que sou mulher!
Sem maldade, mas só por te amar
Poderia fazer o Mundo sofrer.

Anjo meu,
Que existes apenas em meu pensamento,
Que imagino a meu lado a dormir,
Que me dás a mão e tanto alento,
Que só por ti voltei a sorrir!

Anjo meu…
Queria eu ser livre para te amar,
Ter asas e percorrer o céu,
Voando como um pássaro sobre o mar
Procurando refúgio em corpo teu!

Sinto-te

Sinto-te por perto,
Quando percorro as ruas,
Quando atravesso o deserto!

Sinto-te aqui,
Quando choro sozinha,
Quando minha alma sorri!

Sinto-te presente,
Quando preciso de alguém,
Quando minha boca te sente!

Sinto-te a meu lado,
Quando dizes que me amas,
Quando te mostras apaixonado!

Sinto-te...
Porque fazes parte de mim!
És meu anjo da guarda,
E serei tua até ao fim!

sexta-feira, setembro 29, 2006

Loucura


Toca-me devagarinho,
Acaricia minha pele de mansinho…
Beija-me lentamente…
Abraça-me ardentemente,
Agarra-me com ternura,
Possui-me com loucura,
Grita meu nome desesperadamente!
Faz-me gemer de prazer,
Põe-me doida sem o ser,
Faz-me tua para sempre!
Agarra meus seios que são teus,
Põe em mim pedaços teus,
Leva-me ao céu, se puderes!
Mostra-me amor e paixão,
Estou feliz em tuas mãos…
Estarei aqui quando quiseres!