segunda-feira, fevereiro 26, 2007

O Lançamento




Queridos amigos, depois de tantos pedidos, aqui vos conto como tudo correu...
Foi tudo maravilhoso, um dia que nunca esquecerei! Nunca pensei que corresse tão bem e que fosse tanta gente!
Cheguei um pouco antes da hora para arrumar os livros. Depois perto da hora as pessoas começaram a chegar. Pessoas amigas, família e alguma pessoas de blogs, que nunca tinha visto mas que reconheci algumas imediatamente, o que se torna engraçado e curioso. Também foram pessoas do site Luso-Poemas e outras que a própria Câmara convidou.
Numa mesa sentei-me eu ao meio, a minha sobrinha do lado direito e o Senhor Vereador da Cultura do lado esquerdo. Perto de nós sentou-se a senhora directora da Biblioteca que ía apresentando as pessoas.
Primeiro a minha sobrinha Filipa fez a apresentação do livro, num discurso lindo. De seguida eu... "obrigada a todos por partlharem este dia tão especial comigo". Fui uma vergonha mesmo!!! Depois falou o Senhor Vereador da Cultura. Disse umas palavras bonitas sobre novos autores, sobre a poesia, e ainda leu um poema.
Depois uma amiga leu uns poemas e a minha irmã mais velha leu um também e uma mensagem do meu amigo Cadinho RoCo.
Por fim, eu consegui ler um poema e dizer mais algumas palavras (poucas).
No final passou-se para os autógrafos e o Senhor Vereador quis ser o primeiro, passou-me o livro para a frente e foi o 1º que assinei mesmo!
De seguida viereram muitos mais... Estive lá sentada, a receber beijos, elogios e a assinar livros e livros e livros e a conhecer pessoas maravilhosas!
Entretanto a Biblioteca serviu o tal porto de honra.
O meu marido estava super orgulhoso e a minha filha andou a tirar fotos e estava muito feliz!Agradeço aqui aos meus amigos blogueiros que estiveram comigo: Maria, Alexandre e Vitor e aos Luso-Poetas Pedro Lopes e Vanda. Adorei conhecer-vos!
Um obrigada também a quem não pode estar presente, mas que sei que queria estar e a todos que me enviaram mensagens muito carinhosas, dando-me muito apoio neste momento de nervos!
E um agradecimento muito especial ao meu marido e à minha filha, por tudo o que me aturaram nos dias anteriores!



sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Convite

Vera Silva - Pétalas Soltas


O Presidente da Câmara Municipal da Amadora
tem a honra de convidar V. Exas. a assistir
à Sessão de Lançamento
do livro de Poesia "Pétalas Soltas" de Vera Silva,
a ter lugar no dia 24 de Fevereiro, pelas 17 horas,
na Boblioteca Municipal da Amadora
(Rua Capitão Plácido de Abreu - Venteira)

Será servido um Porto de Honra

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Princesa Feliz



Princesa enxuga os teus olhos,
Minha alegria é ver-te sorrir
Adoro tomar conta dos teus sonhos
E zelar pelo teu terno dormir.

Como gostaria de te dar
Todas as riquezas deste Mundo
E desde o dia acordar
Ter-te comigo cada segundo.

Tomara ser a rainha do mar
Oferecer-te toda a sua imensidão.
Ter a certeza que todos te vão amar
E que manterás sempre esse belo coração.

E se fosse eu que mandasse no céu
Dar-te-ia toda aquela bela cor
O reino da paz seria só teu
E tu reinarias com todo o teu amor.

Minha filha, por ti daria a vida,
És o tesouro que eu sempre quis.
É por te ter agora aqui comigo
Que a minha vida é tão perfeita e feliz.

domingo, fevereiro 04, 2007

Desamor


É crime não me amares como eu te amo,
Não escutares os versos que te declamo…
Ignorares a minha essência de mulher
Madura, que sabe o que quer.

É pecado continuares a agir assim,
Quase zombando de mim,
Que te dedico todo o meu amor,
E que transformas apenas em dor.

É loucura agora a minha vida,
Senti-la assim meia perdida.
Deitar ao vento tanto querer,
E pedir a Deus que acabe com este sofrer.

É uma verdadeira insanidade,
Talvez até pura maldade
Desejar-te tanto mal agora,
Voltar-te as costas e ir embora.

domingo, janeiro 28, 2007

Voa, voa!


Voa, meu amor voa!
Abre as asas ao vento…
Ficarei eu chorando,
Contigo no pensamento.

Voa, agora livre, vai!
Descobre a terra e o mar…
As saudades ficam comigo,
As lágrimas vão-me amparar.

Voa, agora com a tua alma,
Que tanto me amou em vida…
Eu aceno-te com o lenço
Nesta triste despedida.

Voa, meu papagaio lindo!
Beija as estrelas por mim…
Eu sei que me esperarás
Quando eu chegar ao fim.

Voa, voa Louro!

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Mendiga


Quando a noite cai sobre mim
Deito-me envolvida pela escuridão,
Tapada com o manto das estrelas,
Contemplando a lua com emoção.

No meu rosto, o véu da melancolia,
Com lágrimas que correm perdidas…
Sou apenas mais um número,
Estatística de pessoas esquecidas.

Quem passa, finge que não me vê,
Sou vagabunda transparente…
Se tenho fome ou sinto frio,
A todos é indiferente.

Sem roupa decente para vestir,
E mais parecendo um espantalho,
Ninguém me abre uma porta,
Como vou eu arranjar trabalho?

De dia ando pelas ruas,
Pedindo, com um pouco de esperança,
Sendo animada por vezes
Pelo sorriso de uma criança.

Já um dia fui feliz
E passei pelos outros sem os ver.
Mal sabia eu que me esperava
Ficar na rua, tudo perder.

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Dá-me a tua mão


Amor, dá-me a tua mão,
Vamos correr pela areia molhada…
Banhar nossos corpos nas ondas,
Até chegar a lua dourada
E invadir a noite de sombras.

Amor, dá-me a tua mão,
Vamos passear naquele jardim…
Ouvir os pássaros nos ninhos,
Ver as flores com pétalas de marfim,
Enquanto partilhamos carinhos…

Amor, dá-me a tua mão,
Vamos deitar-nos naquele verde campo…
Esperar, até o sol, enfim, se pôr,
Para encher nossos olhos de encanto,
Enquanto trocamos juras de amor.

terça-feira, janeiro 09, 2007

Pátria


Ai! Se eu pudesse fazer ouvir a minha voz,
Gritar bem alto o que Portugal sente…
Choraria lágrimas de sangue por todos nós,
Portugueses, tratados como se não fossem gente.

Desemprego, impostos, suborno, corrupção,
São agora o pão nosso de cada dia.
Esmagam-nos a alma e o coração,
Roubam-nos toda a nossa alegria.

Estes homens que governam o país
Ambicionando apenas enriquecer,
Arranjam tachos e ainda se diz
Que tudo fazem para o povo não sofrer.

Quem dera haver um dia um Presidente
Que viesse acabar com todo o nosso mal,
Com justiça levar o país em frente,
Erguendo de novo a bandeira de Portugal!

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Jeito de Amar


São gotas de água que caem
E lavam a alma da gente,
Os nossos pecados saem
Branqueando o coração que sente.

Coração infiel que dói
Alimenta-se de tórrida paixão,
Que a nossa alma mói
Fazendo perder a razão.

Abandona-nos a lucidez,
Em troca de tanto sofrer.
Mas, mal nos erguemos outra vez,
Já estamos de novo a querer.

Amor! Louco sentimento!
Não o entenderei jamais…
Faz quem ama perder o tento
E amar sempre demais!

domingo, dezembro 31, 2006

Ano Novo



Novo ano, a mesma vida,
Com saúde, paz, amor…
Aproveitando sempre ao máximo
Esta bênção do Senhor!

Cada dia deve ser
Saboreado com alegria,
Sem arrependimentos, com verdade,
Porque a vida é magia!

Fazemos planos, mudanças,
Perseguimos novos ideais,
Sem olharmos para trás,
Porque o passado não volta mais.

Ano novo, só uma vida!
Aproveitemos com ardor!
A vida só importa
Quando a vivemos com amor!



Feliz 2007 a todos!
Que a felicidade seja a vossa fiel companheira
de todos os dias!

quinta-feira, dezembro 28, 2006

Alma em Pedaços


Solto os cabelos ao vento,
Perco em ti a razão,
Alívio, sinto quando tento
Tirar-te do meu coração.

Arranco a alma em pedaços
Que se alimentam de amor,
Momentos bons, são escassos...
A vida é feita de dor.

Por mais que me tente perder
Nos braços de algum pecador,
Volto louca a correr
Juntar-me a ti, meu amor.

domingo, dezembro 24, 2006

Feliz Natal



Um feliz Natal a todos!

terça-feira, dezembro 19, 2006

Saudades


Dói demais este vil sentimento
Que carrego há anos no meu peito,
Transformado já em desalento,
Que não há forma de sair do meu leito.

Nestas noites de Inverno, geladas,
É apenas ele que me acompanha.
Não me aquece, mas corta-me, sem espadas,
E bebe do meu sangue que se embrenha.

Saudades! Sim, são elas que me matam!
Magoam, dilaceram, sufocam sem perdão…
Tento viver, mas elas não desatam
Este nó cego que deram no meu coração.

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Carta ao Pai Natal


Meu querido Pai Natal,
Velhinho de barbas branquinhas,
Promete-me que este ano
Te lembras de todas as criancinhas.

Aquele menino tão pobre
Que nem tem o que comer,
Traz-lhe para o lar abundância
Para que a fome, não mais o faça sofrer.

Aquela velhinha que passa
Dias sofridos de solidão,
Traz-lhe a família de volta
Para juntos viverem em paz e união.

A todos que estão doentes
E vivem em hospitais,
Dá-lhes a cura e saúde
Para que não sofram mais.

A todos os Homens que vivem
Pensando na guerra e na dor,
Oferece-lhes um novo coração
Repleto de paz e amor.

Espalha por toda a humanidade
Os preciosos ensinamentos de Jesus,
E faz com que todos os caminhos
Sejam plenos de alegria e luz!

Torna este dia tão belo,
Ainda mais mágico e especial,
E faz com que nos lembremos
Que todos os dias podem ser de Natal!

terça-feira, dezembro 12, 2006

Menina


Menina, porque choras,
Se estás na flor da idade?
Não sabes tu que te espera
Ainda tanta maldade…

Menina, porque choras,
Por alguém que te faz sofrer?
Não sabes tu que um dia
Alguém que amas te irá querer…

Menina, porque choras,
Por alguém que já partiu?
Não entendes que foi feliz
Porque o teu sorriso viu…

Menina, porque choras,
Perdendo tempo precioso?
Não sabes ainda que ter amigos
É o bem mais precioso…

Menina, porque choras,
Agora na minha presença?
Tens que aprender a ser feliz
Aceitando a indiferença…

Menina, porque choras,
Com tanto azedume e vontade?
Lava a cara e sorri,
Deixa entrar a felicidade…

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Insónia Mágica


Esta noite ganhei asas!
Em sonhos percorri teu mundo…
No silêncio, toquei teu corpo
Foste meu por um segundo.

Vi ao longe a imensidão do céu!
Gritei o teu nome sem fim…
Perdi-me na sombra de um véu
De magia, que entrou em mim!

Que horizonte é esse, será que existe?
Entrei contigo em teus pensamentos.
Senti a dor, torturante e triste!

Uma lágrima desceu, chorei! Não me leves a mal!
É somente mais uma noite de insónia,
Pois na minha direcção tudo ainda é igual.


Autoras: Ivanete de Souza e Vera Silva

terça-feira, novembro 28, 2006

Silêncio


Shiuuu!
Fica aqui comigo, em silêncio...
Não digas nada agora!
Dá-me a tua mão, olha-me nos olhos,
Ouve o som da minha alma que chora!

Shiuuu!
Ouves finalmente o que sinto por ti?
Um puro amor, tão grande querer...
Por vezes, quando estás longe,
O meu peito, de saudades, chega a doer.

Shiuuu!
O silêncio vale mais que todas as palavras.
Mostra-me, faz-me sentir o que sentes por mim!
Tira-me este nó maldito do coração
Apertado, como as fitas de cetim.

Shiuuu!
Estou farta das vãs promessas que me fazes,
Feres-me os sentidos, soam a traição.
Só aceito agora as tuas juras de amor eterno,
Se as fizeres com a alma e o coração.

Shiuuu!
Diz-me em silêncio quanto me amas...
Escuta a minha alma, ouve a minha dor!
Afasta os maus presságios do nosso caminho,
Promete-me, com os olhos, todo o teu amor!

segunda-feira, novembro 27, 2006

Adolescente


É tão linda a ingenuidade
De um amor adolescente,
Em que se acredita de verdade
Que vai durar para sempre!

O corpo toma novas formas
Pensam que já têm muita idade,
Mas não sabem o sabor
Da verdadeira responsabilidade.

Os amigos são refúgio
Dos sábios conselhos dos pais,
Mas perante uma tristeza,
Os mimos não são demais.

Querem crescer mais depressa,
Vivem como se o mundo fosse acabar,
Sem saborear os momentos
Que a vida lhes está a proporcionar.

A imagem é o que mais importa,
Sem interessar o seu interior...
Apenas a vida lhes pode ensinar
O que realmente tem valor.

Também eu já fui assim...
E agora... que saudade!
Leva-me, tempo, outra vez,
De volta à minha mocidade!

quinta-feira, novembro 23, 2006

O Menino e a Guerra


Que som é este que te acorda
Desse teu tranquilo dormir?
Menino que choras a guerra
Sem ter para onde fugir!

Ecoam os sons das bombas,
Já nem conheces a estrada
Que te levava à escola,
E da qual não resta nada…

Estremeces e ouves mais gritos,
Nada resta do teu lar…
Onde estarão os teus pais?
Não ousas sequer perguntar…

Pobre menino órfão,
Que não entendes porque matam
Estes homens, cheios de ódio,
Que tudo à volta despedaçam.

Com um olhar tão vazio,
Imploras a Deus em pranto,
Que te leve para longe
Dessa vida sem encanto.

segunda-feira, novembro 20, 2006

Ama-me!


Ama-me!
Fazes-me enlouquecer,
Meu corpo contorce-se de prazer!
Quero-te pertencer,
Sinto-me desfalecer!

Ama-me!
Descobre meu tesouro escondido,
Percorre meu corpo enlouquecido…
Vê como o puseste aquecido!
Faz-me tua, meu bandido!

Ama-me!
Sente meu coração pular,
Minha boca teu nome gritar,
Nossos corpos juntos a balançar,
E ao mesmo ritmo dançar!

Ama-me!
Esta noite e dia após dia,
Com encanto e com magia,
Como um amor que se contagia,
Faz da minha tristeza alegria!