terça-feira, janeiro 08, 2008

O amor não existe...

O amor não existe!
Existe o mar, bravo, livre, solto, azul… salgado como as minhas lágrimas, distante, como o meu amor.
Existe a morte, que espero ansiosa, onde cairei num sono eterno.
Não mais sonharei contigo. Nunca mais serás o primeiro pensamento do meu dia, nem invadirás as minhas insónias constantes.
Existe tanto para além de ti, e esse tanto, que tanto queria agarrar, foge-me. Escorre-me entre os dedos como a areia fina da praia do meu Inverno.Sei de tanto que existe… E sei também que não existe amor. Não da tua parte. Existe apenas desprezo pelo que sinto. E sinto, sinto tanto! E odeio-me pelo tanto que sinto, e sinto, e sinto…
A noite, triste, assombra-me e as estrelas do meu céu esfumam-se, como se esfumou a esperança. Sim, já tive esperança. Essa maldita que morreu com as palavras que nunca me disseste, com beijo que nunca senti, com o amor que não existe.
Vera Silva

domingo, dezembro 23, 2007

Feliz Natal

Um Natal imensamente feliz a todos!
Que o menino Jesus vos deixe no sapatinho
o que mais desejam!


Palavras Soltas

terça-feira, dezembro 04, 2007

EnCruZilhAda

Fui desafiada pela Vera Carvalho , Rosa e Mel para me ligar a esta ENCRUZILHADA: Compôr um post em prosa ou poesia com o título dos últimos 10 posts, usando outras palavras, pelo meio, para dar sentido ao todo.

Gostei deste desafio e escolhi 5 blogs de amigos, onde me parece que possa ficar bem este tipo de desafio..
Os Bloguistas desafiados são:

A Cor da Letra
A Mudança
Memorias Secretas
Mulheres de Preto
Poesia de Paulo Afonso

Sou estrela
Da Constelação de Escorpião
Do céu azul que te guia.
Sigo os teus passos de longe
Ansiando pelo teu toque suave
Na minha pele,
Em que cegos de desejo
Envolvemo-nos na madrugada
Que te pertence.
A saudade alimenta-se de mim
Porque ontem julguei-te meu
E apenas com a lua
Como testemunha suprema
Do nosso amor te pedi, baixinho:
- Faz-me um poema...
Li nos teus olhos o desejo
De teres apenas mais um corpo
Para te acompanhar na solidão.
não precisamos de palavras
De ti resta-me a memória,
Resta-me o silêncio!

Vera Silva

quinta-feira, novembro 22, 2007

Sou Estrela...

Sou estrela que segue caminho errante
E que no negro céu anda perdida,
Suspensa, sem o brilho do diamante,
Luz que se foi e ficou esquecida.

Luar opaco, outrora brilhante,
Ilumina meu céu, aquece-me a vida.
Dá-me, mesmo que por um instante,
Motivo que veja como te sou querida.

Entrego à escuridão, com desalento,
Minha alegria e vontade de viver
E sou feliz, por um momento...

Mas põe-se o sol, deixo de ver,
Cega-me o brilho baço, sonolento,
Ainda sou estrela, apagada, sem querer...

Vera Silva

quinta-feira, novembro 15, 2007

Sigo os teus passos


Sigo os teus passos, ardente, segura,
Envolvida neste enorme desejo
De te agarrar e num beijo
Soltar toda esta loucura.
Os lábios tremendo, excitados,
A boca seca, angustiada,
A pele doce, arrepiada,
Nossos corpos embrulhados.
Num ímpeto prendes-me os pulsos,
Apertas-me contra a parede
E matas-me esta sede
Em fortes e profundos impulsos.
Perdida na minha vontade,
Entrego-me, sem me debater,
E ansiosa neste querer
Acordo para a realidade.

Vera Silva

quarta-feira, novembro 07, 2007

Ontem julguei-te meu...


Ontem julguei-te meu...
Ri-me dos que sofrem
Por não terem quem os ame,
E brindei com o mais caro champanhe
À alegria sadia
De um amor correspondido,
Secretamente.
Aplaudi de pé
Todas as amizades conquistadas
E gritei ao vento
"- Sou Feliz!"
Hoje acordei...

Vi que o amor não existe!
Não passa de uma palavra Inventada por poetas
Para terem o que escrever
Quando a inspiração os abandona.
Senti que apenas sopra o vento outonal
E que dentro de mim
Há apenas espaço
Para o vazio agreste
Que inultilmente
Me apulhala o coração ensanguentado.

Ontem julguei-te meu...
Porque sonhei!

Vera Silva

quarta-feira, outubro 31, 2007

Constelação de Escorpião

Guio-te as mãos, ansiosas,
Pelas dunas do meu corpo
E sigo teus gestos, irrepetíveis,
Numa entrega escutada
Apenas pelo vento
Que sopra silenciosamente
Percorrendo o areal,
Testemunha suprema
Da ternura dos teus beijos.
Mergulhas no meu oceano,
Temperado brandamente,
Pelas cálidas temperaturas
Do celeste equador.
Aqueces-te no fogo que ateámos
Com as mãos e os beijos
E envolves-me na força gravitacional
Da Constelação de Escorpião.
Num abraço sentido
Tocamos o acorde final
E enfim, caímos no sonho,
Adormecidos na plenitude
De um amor que só nós conhecemos.

Vera Silva

sexta-feira, outubro 26, 2007

Lançamento do livro Navegando nas Palavras, de António Paiva


Amigos, no próximo dia 3 de Novembro às 17 horas, na Livraria Bulhosa (Campo Grande, 10 B), em Lisboa, é o lançamento do novo livro de António Paiva - Navegando nas Palavras.
Com o seu livro irá ajudar mais uma instituição, desta vez a Ajuda de Berço, que acolhe crianças em risco dos 0 aos 3 anos de idade.

Estão todos convidados!


Aqui fica agenda dos eventos do livro:

LANÇAMENTO LISBOA

Dia 3 de Novembro às 17 horas

Livraria Bulhosa - Campo Grande, 10-B, Lisboa

Lançamento por um conjunto de Poetas:

Helena Paiva, Dionísio Dinis, Maria João Paiva, Vanda Paz, Vera Silva


APRESENTAÇÃO PORTO

Dia 8 de Novembro às 21:30 horas

FNAC NorteShopping
Apresentação por Maria José Pinto



APRESENTAÇÃO ANADIA

Dia 10 de Novembro às 17 horas

Museu do Vinho - Anadia

Apresentação por Vanda Paz e Rosa Anselmo

com a colaboração do acordeonista Joaquim Peixinho


APRESENTAÇÃO COIMBRA

Dia 11 de Novembro às 17:30 horas

FNAC Coimbra

Apresentação por Conceição Campos



APRESENTAÇÃO VILA NOVA DE POIARES

Dia 12 de Novembro às 12 horas

Escola Dr. Daniel de Matos - Vila Nova de Poiares

Apresentação por Paula Cação



APRESENTAÇÃO MADEIRA

Dia 17 de Novembro às 17 horas

FNAC Madeira - Funchal

Apresentação por Policarpo Nóbrega

quinta-feira, outubro 18, 2007

A saudade alimenta-se de mim


Fecho os olhos e toco-te...
Quase te alcanço
Na distância dos dias
Que passam, sem te ver.
Sei de cor os traços do teu rosto,
As linhas subtis
Que marcam cada sorriso.
Conheço cada gesto
Como se fosse meu.
E no entanto,
Os dias passam
E a saudade alimenta-se de mim,
Corrói cada centímetro
Da minha pele,
Cada milímetro
Da minha alma...
O coração?
Esse já não existe!
Foi contigo...


Vera Silva

terça-feira, outubro 09, 2007

Resta-me o silêncio


Resta-me o silêncio atroz,
Que me mata, dilacera, atrofia.
Não mais ouvirei a tua voz,
Acabou a minha poesia.


Ficaram as memórias, recordações
Antes recheadas de esperança.
Dos nossos apaixonados corações
Ficou apenas a triste lembrança.

Resta-me o silêncio, cruel amigo,
A quem entrego de vez o coração
Parco em palavras e alegria.

Não esqueço que fui feliz contigo
Mas não passaste de uma ilusão,
Doce quimera, triste utopia.

Vera Silva

segunda-feira, outubro 01, 2007

O teu toque


O teu toque foi tão suave...

Como uma carícia do vento

Enrolado em cheiro de maresia.

Mergulhei nos teus olhos

E afoguei-me nesse brilho de estrelas

Que beijam a lua sem as alcançar.

Os teus lábios foram contigo

Mas deixaram na minha face

O teu gosto.

A tua voz ficou gravada

Na minha alma

E tatuaste na minha pele

O arrepio da paixão,

Que tento esconder em silêncio...

quinta-feira, setembro 27, 2007

Convite

Queridos Amigos,

No próximo Sábado, dia 29, pelas 17, na Biblioteca Municipal da Amadora, vai ser o lançamento do primeiro livro de poesia da Manuela Fonseca - "No Limiar das Palavras ".
O prefácio do livro foi escrito pela Rosa Maria Anselmo
e a apresentação do livro vai ser feita por mim...

Estão desde já todos convidados!

Beijinhos a todos

domingo, setembro 23, 2007

Não precisamos de palavras...


Chega a madrugada
Gemendo baixinho,
Sob o olhar atento da lua
Em comunhão com as estrelas.
Respiramos o silêncio
E ouço apenas
O bater do teu coração,
Mais apressado,
Descompassado,
Em cada nova carícia.
Não precisamos de palavras...
As mãos inquietas,
As bocas ansiosas
Comprimidas num beijo,
Que parece eterno,
Falam por nós.
O olhar cúmplice,
Atento,
Adivinha os desejos de cada um
E cumpre-os,
Na madrugada que geme
Para lá do nosso silêncio.


Vera Silva

segunda-feira, setembro 17, 2007

Faz-me um poema


Faz-me um poema!
Sussurra-o ao meu ouvido,
Em segredo.
Abraça-me e diz-me
O que eu quero ouvir.
Beija-me!
Como se não houvesse amanhã
E nada mais importasse à nossa volta,
Como se tivéssemos todo o tempo,
E como se o nosso desejo não se esgotasse
Nas palavras que nunca dissemos
Mas que adivinhamos
Em cada novo verso,
E que sonhamos ouvir.

Faz-me um poema!
Mostra ao Mundo que me amas
E que me queres
Mais do que se deseja a vida.
Não te importes com a distância
Que colocamos em cada letra,
Em cada ofensa que não queremos dizer.
Não te canses de me olhar
Sem me ver.
E toca-me!
Mostra-me que existes
E que és muito mais que um sonho
Que eu criei no coração
Que tanto te ama.

quarta-feira, agosto 29, 2007

Cegos de Desejo



Chegaste de surpresa, sem eu te ver,
Tapaste-me os olhos e com tanto querer
Beijaste-me o pescoço, com sofreguidão,
Soube quem eras pelo toque da mão.
Despidos de roupas, nus de nós,
Levamo-nos apenas pela nossa voz,
Cegos de desejo, ávidos de loucura,
Solta-se o beijo, com tanta ternura.
E nesse roçar de coxas e joelhos que tremem,
Há vozes misturadas e gritos que gemem.
Sexos colados, rolam pela cama,
Corpos suados, acesos pela chama.
Finalmente exaustos, separam-se calmamente,
Acenam um adeus... ao coração que mente.

Vídeo feito pelo grande poeta Silvério Calçada http://www.luso-poemas.net/modules/smartprofile/userinfo.php?uid=749

Vejam e comentem! Ele é o máximo!

quinta-feira, agosto 09, 2007

PARABÉNS FILHOTA



Minha pequena princesinha,

Hoje tu és rainha!

Porque fazes doze aninhos!

Este poema é para ti,

E se não é o melhor que escrevi,

Vai embrulhado em mil carinhos.



Minha linda e doce flor,

Tens todo o meu amor,

És a minha fada encantada!

Por ti transformo-me em criança,

Devolves-me a fé e a esperança

Numa vida abençoada!



Que sejas sempre feliz,

És tudo o que sempre quis

E que desejava há tanto...

Minha filha tão amada,

Rapariga abençoada

Enches-me a vida de encanto!



Contigo o mundo tem cor,

É teu o grande amor

Que inunda o meu coração.

Tu e teu pai são minha alegria,

Fazem da minha vida poesia,

Embrulhada em tanta união.

sábado, agosto 04, 2007

quarta-feira, julho 25, 2007

Inquieta


Deixas-me assim inquieta,
À beira da loucura...
Ora me amas, ora me odeias,

E isso dá-te um prazer sádico

De homem-poeta,

Que toca ternura
Nessa música em que me enleias
No teu amor tão mágico.


Nesta paixão desmedida
Que fico enredada,
Sonho com tua voz
E ouço-a até a dormir.

E, já arrependida
De não estar embrulhada
Nessas tuas palavras que nós

Queremos em conjunto mentir


Dizendo ao mesmo tempo:
"Amo-te"

sábado, julho 14, 2007

Nomeações...

Queridos amigos, após uma ausência cá venho responder a novos desafios, ou nomeações, que me enchem de orgulho em todos vocês, que mesmo quando estou ausente não me esquecem!

Recebi o Cupido do Amor, da minha querida amiga
Daniele e do meu querido amigo Vítor Cintra



Com esta nomeação tenho de indicar seis outros blogs... Uma tarefa difícil... mas como fui nomeada duas vezes... Cá ficam doze (mas se pudesse seriam muitos mais)!!!

  • A Mudança


  • Por Dentro das Palavras


  • O Cheiro da Ilha


  • Poemúsicas


  • A Poesia de Vítor Cintra


  • O Sol Nasce Amanhã


  • Néctar das Palavras


  • NimbyPolis


  • O Alquimista


  • Horizonte... O Limite


  • Impulsos


  • Just Feelings



  • Recebi também o selo das "7 Maravilhas", das minhas amigas Daniele e Mensageira!
    Agradeço muito esta nomeação, assim como todas as outras. Infelizmente as nomeações para as 7 Maravilhas da blogosfera terminou no dia 07/07/2007... e infelizmente não pude nomear ninguém a tempo... Mas obrigada do fundo do coração por se terem lembrado de mim.

    Aproveito para agradecer a todos os que aqui têm passado e a todos que me enviam mensagens, mesmo eu estando em falta com todos.
    Deixo-vos um beijo e prometo que em breve regressarei em força ao meu e aos vossos blogs que tanto adoro.

    ***Sejam felizes***

    quarta-feira, junho 27, 2007

    Teu Beijo

    Beija-me devagarinho,
    Sussura-me palavras de amor, baixinho,
    Toca-me com as tuas mãos
    Macias, já louco de paixão.
    E com teu beijo,
    Ah amor! Com teu beijo...
    Acende já meu desejo
    Toma conta do meu corpo em convulsões,
    Desaperta depressa os botões
    Que separam a nossa nudez
    E vem, mais uma vez
    Amar-me assim, intensamente,
    Fica dentro de mim e sente
    O meu calor...
    O meu amor...
    Podes gritar, podes gemer,
    Eu enlouqueço de prazer
    Que só tu me dás,
    Quando me mostras que és capaz
    De me amar, me possuir,
    Até a lua ir dormir.
    E depois, já saciados,
    Num ímpeto, apaixonados,
    Entregamo-nos novamente
    Mais devagar...
    A suspirar...
    Solto o cabelo lentamente
    E ofereço-te meus seios, duros,
    Nas tuas mãos, e inocente,
    Com o olhar terno e puro,
    Dou-me inteira, sem pudor,
    Gozando cada segundo
    Do teu, do meu amor.