domingo, junho 01, 2008

Dia das Crianças... Todo dia!



Aqui podem ver a Convenção sobre os Direitos da Criança.

As nossas crianças merecem o melhor do Mundo!

Amem-nas e respeitam-nas!

FELIZ DIA DA CRIANÇA

sexta-feira, maio 30, 2008

Navego nas ondas da fantasia


Teus olhos são doces, cor da esperança,

Que carregas nesse enorme coração

Teu sorriso, a luz

Que me ilumina nas noites sem fim

Tua boca, solene, saboreia o meu querer

Brotam timbres de quimeras

E as tuas palavras são cânticos

De sereias encantadas no oceano

Onde navego ao teu encontro.

Preciso do teu amor

Da fonte do teu odor

Tuas mãos trazem-me o mundo

E a paz que tanto procuro

No teu abraço sinto-me segura

Sou mulher… Sou sempre só tua!

Neste nosso mundo de perfeição…

Em que te criei, doce ilusão.

Quero voltar a sentir

Os teus lábios junto aos meus

E assim viajar

Para um lugar recôndito

Onde me esperas… sorrindo.


Um poema a três: Vera Sousa Silva, Paulo Afonso Ramos, Pedra Filosofal

quinta-feira, maio 29, 2008

Convite - João Videira Santos


Caros Amigos,
no próximo Sábado, dia 31 de Maio, o Poeta e Pintor (entre tantas outras belas coisas) João Videira Santos participará com alguns dos seus magníficos trabalhos numa exposição colectiva de pintura.
Eis o texto do convite:
A Junta de Freguesia do Estoril e Trassovivo - Oficina Galeria de Belas Artes convidam para o Porto de Honra de inauguração da exposição colectiva de pintura e escultura "do Sentir ao Sentido"no dia 31 de Maio a partir das 17.30 na galeria de Arte da Junta de Freguesia do EstorilO nosso amigo e ilustre poeta João Videira Santos será um dos pintores a expor.A exposição estará patente ao público até dia 18 de Junho de 2008, todos os dias, das 10h às 18h
Se tiverem oportunidade não faltem!
Conheçam também o blog do autor: João Videira Santos

domingo, maio 25, 2008

Liberdade de mulher


Não me digas que sou poema

Se quero ser Mulher,

E abraçar-te, nas vagas de espuma

Encharcadas de estrelas brilhantes

Que saltam dos teus olhos,

E me beijam nos sonhos.

Não me digas que meu corpo é verso

E toma-o, na urgência dos dias,

Sem medos, sem meias palavras.

Porque sou assim...

Tua, secretamente tua...
Vera Sousa Silva

quarta-feira, maio 21, 2008

Já não sei de mim


Não me tentes conhecer,
Se vivo rodeada de altas muralhas
Num mundo só meu,
Com os alicerces enterrados no tempo,
Onde ninguém penetra
Para além do silêncio.
O céu pode cair,
Mas as estrelas manter-se-ão penduradas
Em fios de sol e de lua,
E eu…
Eu?
Já não sei de mim.
Há muito que me perdi
Numa rua qualquer.

Vera Sousa Silva

Pensamento

Foto de Tatyana Silva




Uma frase que não é minha, mas que nos diz muito... a todos!



"Ama-me quando eu menos o merecer, porque será nessa altura que mais necessitarei"



de Dr.JeckyII

quarta-feira, maio 14, 2008

Convite Rio de Sal


Queridos Amigos,
No próximo Sábado, dia 17 de Maio, pelas 17 horas, será o lançamento do livro Rio de Sal, de Luís Ferreira, um livro de poesia com a chancela da Edium Editora, no Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro.
O autor e a obra serão apresentados por Xavier Zarco.
Aqui vos deixo a Sinopse, para que conheçam um pouco mais do Rio de Sal...
Rio de Sal trata-se de uma obra com belos e admiráveis poemas trazidos até nós por Luís Ferreira.
Nesta obra destaco o poema "Rio de Sal" que dá o título ao livro.
São palavras compostas a partir de sentimentos passados, vivências do presente… enfim, com base em recordações, mas também num futuro que se avizinha próximo. Futuro esse o lançamento do "Rio de Sal".
Afinal que palavras foram escritas? Compostas? Que sentimentos transmitem?
Foram sentimentos profundos, palavras de Amor, Paz, Guerra, as quais deram origem a estas belas composições poéticas.
Nesta obra nota-se a frequência de sentimentos muito variados, carregados por sua vez de simbologia, riqueza, pureza e magnitude.
Há poemas que merecem relevante destaque tais como a referência ao "Grito da Liberdade", "Beijei e… Morri", "Lobos em pele de Cordeiro", "Mulher de Outono, Magia e Encanto no Teu Caminhar" , "Mundos de Silêncio e de Escuridão", "Tejo", "Livro Abandonado".
Todas as palavras são carregadas de simbolismo e uma pureza indescritível. Tudo é humano, simples e singelo tal como a natureza do nosso autor, talvez devido ao facto de ser escuteiro realce ainda mais o seu apego à natureza, a tudo que o rodeia. É devido à sua alma pura, ao seu coração humano, sincero e verdadeiro, que nos poemas nós sentimos uma grande força e realismo dos factos daí conseguirmos ver a realidade através dos olhos do autor.
Sinopse de Laura Gil
Apareçam e divulguem!
Obrigada a todos e um abraço terno
Vera Sousa Silva

sábado, maio 10, 2008

No coração da alegria



Ergui-me das cinzas…
Sacudi o manto negro
Que escondia o meu rosto.
Lavei com as lágrimas
O grito da alma.
Lancei ao mar o corpo
Que carregava,
E nas ondas revoltas da maresia
Fiquei só,
Na areia fina,
Tocando ao de leve
No coração da alegria.


Vera Sousa Silva

sexta-feira, maio 09, 2008

Convite Encontro de Olhares



Queridos amigos,

Convido-os a todos para o evento Encontro de Olhares a ter lugar no próximo dia 10 de Maio, pelas 16 Horas, no Auditório da Câmara Municipal da Amadora.

Participantes:
- Dionísio Dinis
- Ilda Oliveira
- Manuela Fonseca
- Ana Dias

Autores participantes:
• Luís Ferreira
• Rosa Maria Anselmo
• Conceição Bernardino
• Paulo Afonso
• Pedra Filosofal
• Vera Silva
• Vanda Paz
• António Paiva
• Mel de Carvalho

Câmara Municipal da Amadora – Av. Movimento das Forças Armadas (junto à estação de comboios)

Lá nos encontraremos todos!

Um abraço a todos

domingo, abril 27, 2008

Na distância do teu corpo


Apenas o oceano nos separa,
Não importa a distância do teu corpo
Se bebo sem cessar
As lágrimas que jorram desses rios
Que emolduram meu rosto.
As marés retornam
E aguardo no cais
Ao cair da noite.
Mais uma vez agarro-me ao sonho
E voo nas asas do desejo
Ao teu encontro.
E na distância do teu corpo
Mais uma vez te amo
Na cama negra da madrugada
Que entoa os cânticos fúnebres
Dos amantes perdidos
No oceano que nos separa.


Vera Silva

domingo, abril 06, 2008

Palavras secretas


Só as estrelas me tocam
Nas vagas do tempo que está para vir,
E na preciosidade das palavras secretas
Escondo-me e apago-me
Sem mais gestos clandestinos
E sem a avidez dos sentidos.
O sal queima-me a pele
E as letras a boca quente.
E lanço-me ao vazio vago da escuridão,
Num sonho e num desejo,
Envoltos em liliáceas
Com que me cubro
E espero...
Espero-te...

Vera Silva

sábado, março 29, 2008

Sintonia


Caem as letras, uma a uma...
Cai a nossa roupa, espalha-se pelo chão,
Rebolam os versos nos nossos corpos
Em alegre sintonia.
Sinto-te na minha carne, quente...
Entras devagar, dentro de mim
E sacias-me a fome e o querer.

Transpiras-me,
Inspiras-me!

Realizo-te as fantasias mais loucas
Numa entrega indiscreta,
E quente, ardente...
Tomo-te e imaginas-me tua.
Inventamos caminhos indecentes
Para percorrermos juntos
E chegarmos, loucamente, ao fim

Inspiras-me!
Transpiras-me!

Vera Silva

sábado, março 22, 2008

Verso Ausente


Nas saliências dos segredos

Ouvem-se os brados longínquos

Das vozes passadas

Que nos restam na memória

E nos marcam o espírito.

Profusas palavras

Ecoam pelos sentidos

Vazando a razão

E preenchendo o sonho,

E, num verso ausente,

Entregamo-nos unos,

Inquietos, perfeitos...

Silenciamos o compasso

Do coração perene,

E nada nos resta,

Para além da vida e do amor.

Vera Silva

segunda-feira, março 17, 2008

Se eu pudesse...


As ruas estavam desertas, embaladas pelo gritar da chuva gelada naquela tarde de Inverno.
Em frente à lareira desfolho o álbum da nossa vida, folha por folha, foto por foto... O silêncio é cortado apenas pelo soluçar da solidão e pelos gemidos da saudade.
Faz tanto tempo que partiste e não há forma desta dor acabar ou morrer mais um pouco. Pelo contrário, está cada vez mais viva, mais ardente, mais louca! Louca como eu, por te amar tanto e mesmo assim deixar-te ir...
Se eu pudesse, meu amor, hoje o sol brilharia quente para nós dois, aquecendo ainda mais o nosso beijo e as nossas almas seriam apenas uma!
Se eu pudesse mergulhava na coragem e gritava que quero loucamente que sejas meu, só por hoje!
Se eu pudesse voltava atrás... agarrava-te na mão e pedia-te que ficasses e não seria preciso dizer-te nada, porque tu entenderias tudo lendo os meus olhos e adivinhando os meus gestos que sempre te seguiram...
Se eu pudesse e tivesse coragem iria até à janela... O grito da chuva chama-me e nesta tarde de Inverno seria uma boa tarde para me deixar embalar pelo vento.


Vera Silva

sexta-feira, março 14, 2008

Morte na Escola



À memória de João Rui Barata Aniceto


Chamava-se João e tinha um sorriso fantástico.
Era o filho de sonho para qualquer pai e mãe.
Era o estudante que todos os professores sonham ter, pela inteligência e pelo primor das suas atitudes e comportamentos.
Era o melhor amigo de Todos.
Um apaixonado pela música.
Um jovem bem formado, educado e reflexo dos valores irrepreensíveis transmitidos pelos pais.
Estava na última aula de educação física do período, alegre e divertido, como sempre o conheci e disse à professora: “Estou mal disposto Professora”. E caiu.
O que se seguiu eleva ao expoente máximo a luta contra o desespero.
Eleva ao mais alto sentimento de impotência o darmos tudo de nós e sentimos que a vida se esvai aos poucos a cada minuto que passa.
Passam-se 30 minutos e o socorro não chega e o desespero aumenta. Tentamos em vão a reanimação cardíaca, sempre, sempre sem parar até à exaustão.
A escola pára.
O desespero e angústia cresce e cresce. E a vida perece.
Chamava-se João.
Partiu ontem e com ele leva a dor das centenas de colegas e professores;
Uma escola que chora esta morte.
O Montijo está de luto.
Mergulhado na dor.
Numa mágoa sem igual.
Com a revolta de jamais compreendermos a razão pela qual o INEM demorou 30 minutos (TRINTA MINUTOS!!!!!!) para accionar o socorro quando o CODU (Centro Operacional de Doentes Urgentes) sabia que estava um jovem de 14 anos em paragem cardiorrespiratória… E pior!Hoje vem o INEM a público reconhecer a demora porque ontem, dia 13 de Março, receberam muitas chamadas…
E assim se foi uma Vida!!!
Chamava-se João e partiu.
Estás nos nossos corações meu querido.

Descansa em paz meu Anjo.



Este texto é da autoria da FLY, uma professora que conheceu este Anjo e que revela bem a sua revolta, que é também a de todos nós!

domingo, março 09, 2008

Abismo

Amar loucamente,
Nas ausências dos beijos
E no silêncio da alma.
Amar por amar,
Sem nada exigir
Para além do sonho.
Entregar o coração
Envolto em papel de seda
E aguardar,
Junto do abismo
Que uma mão nos ampare
Ou empurre de vez,
Mergulhando no mar da morte
Para que se viva finalmente
A ansiada felicidade
Do secreto desejo.
Vera Silva

domingo, março 02, 2008

Amor... Sem ti


Escuto o teu dormir

Nas madrugadas silenciosas

Que me ferem a alma de saudades.

Roubo-te beijos em sonhos

E guardo-os, como tesouros,

Por trás do luar

Com que me visto para ti.

Não me vês...

Mas estou aqui,

E sinto cada gesto

Como se fosse meu.

Sei o gosto desse beijo

Que nunca me darás,

E sinto o teu abraço

Que me tira da solidão

Por breves instantes...

Sei que é amor,

Sem desejos secretos

Para além de te amar,

Sem mentiras nem esconderijos,

Sem loucas demências,

Sem ti...
Vera Silva

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Em silêncio


Deixa-me amar-te assim... em silêncio...
Não me peças palavras que não sei pronunciar, nem gestos que nunca fiz. Não sei tanto do que queria e quero tanto do que não sei.
Olhas-me e perco o norte. Fico muda e desvio o olhar. Não é por não te amar, mas sim por esse amor ser grande demais. Mas em silêncio...
Seria tão fácil dizer que te amo e perder-te. Seria tão simples dançar ao som da ilusão e entegar-me completa, plácida, serena, e acrescentar apenas as letras que faltam quando não digo “Amo-te”!
Não me peças para ser o que não sou, nem para me transformar subitamente em mulher, porque sou apenas menina.
Queria crescer nos teus braços fortes e esconder-me atrás do teu tronco másculo. Mas abraço-te... em silêncio.
Desejo o suave toque acetinado dos teus lábios nos meus e imagino como será um beijo de verdade. Anseio por ele e sonho-o.. em silêncio.
Aproveito-me do que tenho de melhor e sonho... Nos meus sonhos eu sou tua e tu... Tu, meu amor, pertences-me! Todos os dias nos amamos intensamente e somos apenas um do outro! Todos os segundos das minhas noites são aproveitados ao máximo e vividos energicamente, ardentemente, gloriosamente... Chega a manhã e a realidade!
Não me peças palavras que não sei dizer e deixa-me! Deixa-me amar-te assim... em silêncio...

Vera Silva

sábado, fevereiro 16, 2008

Prémios

Meia atrasada a dar continuidade aos prémios... aqui vão!
Este prémio veio da minha grande, super e máxima Amiga Pedra Filosofal
As regras são:
1 - Este prémio deve ser atribuído aos blogs que considerem serem bons, entende-se como bom os blogs que costuma visitar regularmente e onde deixa comentários;
2 - Só e somente só se recebeu o 'É um blog muito bom sim senhora", deve escrever um post incluindo: a pessoa que lhe deu o prémio com um link para o respectivo blog; a tag do prémio; as regras; e a indicação de outros 7 blogs para receberem o prémio;
3 - Deve exibir orgulhosamente a tag do prémio no seu blog, de preferência com um link para o post em que fala dele.
Além de atribuir o prémio aos sete blogues que indico a seguir, recomendo que, se não os conhecem, aproveitem a oportunidade!

Abrindo Janelas
A Cor da Letra
Entre o Céu e o Mar
Os Pastéis
Outros Olhares
Pesadelo
Terra da Magia


Do meu amigo Vítor, do blog Um Poema de Vez em Quando

1. Este prémio deve ser atribuído aos blogs que consideras serem bons. Entende-se como bom os blogs que costumas visitar regularmente e onde deixas comentários.

2. Só e somente se recebeste o prémio “Diz que até não é um mau blog”, deves escrever um post:

- Indicando a pessoa que te deu o prémio com um link para o respectivo blog;

- A tag do prémio;

- As regras;

- E a indicação de outros 7 blogs para receberem o prémio.

3. Deves exibir orgulhosamente a tag do prémio no teu blog, de preferência com um link para o post em que falas dele.

4. (Opcional) Se quiseres fazer publicidade à criatura com demasiado tempo livre para gastar em parvoíces, e que teve a ideia de inventar este prémio, ou seja – Skynet, podes fazê-lo no post que ele fica agradecido :)

E agora as minhas escolhas:

Cadinho Roco

Humores

Néctar das Palavras

Noites de Poesia

O Canto da Rosa

Olhares em Tons de Maresia

Poesia de Paulo Afonso


E por último, mas não menos importante, o prémio que recebi da Maria, do Cheiro da Ilha, que passo a 10 blogs:

A Ver o Mar

Amanhecer e Palavras Ousadas

Impulsos

Memórias Vivas e Reais

Mulheres de Preto

Noite de Mel (Dark Moon)

Pedra Filosofal

Poesia de Paulo Afonso

Por Dentro das Palavras

Um Poema de Vez em Quando

Espero que gostem de todos e que desfrutem de bons momentos! Gostava de vos nomear a todos, mas regras são regras...

Um beijo a todos

Vera

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Ilha do Amor


Escrevo-te! Para que saibas o que nunca tive a coragem de dizer, olhos nos olhos, pela simplicidade de não aceitar o teu olhar, fosse ele qual fosse...
Sim! É o medo que me norteia! Estou amparada na pessoa que não age para não ferir ou que se deixa ir ao sabor do vento mesmo que, por isso, me obrigue qualquer consequência.
Não sei se alguma vez irás ler estas linhas em que me deleito como que numa cena de amor, e é no teu peito que imagino a frase erudita que busco na minha cabeça, estremecida, mas que ainda consegue fabricar alguns tímidos desejos... Quero-te!
Nem imaginas o que penso escrever enquanto percorro o teu árduo corpo, sim árduo, porque o imagino entre a resistência e a loucura... a um passo, apenas, de ser só meu.
Oh! Loucura. É como me chamo, é como me sinto, quando quero gritar-te... Eu Amo-te! Oh, mágica imaginação que transforma essa sensação em lágrimas constantes... Já te disse aqui que é o medo que me norteia. Mas não há medo que chegue que me impeça de sonhar!
E na coragem emprestada vou imaginar que estas frases chegaram ao seu destino e que quis o tempo trazer-me a resposta. Quero ler-te assim:

“Meu amor... trouxe-me o vento os suspiros do teu desejo e as palavras que sempre ambicionei ouvir e agora posso tê-las. Soube desde o primeiro instante que tu eras o meu destino e descobri, na carícia do teu olhar, que minha alma te pertence há muito.
Sonho com um gesto teu desde o primeiro momento e aguardei, na ânsia, por uma palavra tua, que tardou em chegar. Por mais incrédulo o meu sentir, nunca consegui matar a esperança que julguei vã, e hoje, meu amor... Hoje!... Hoje tornaste o meu mundo mais feliz, porque sinto agora que estás no meu universo.
Aguardo-te na nossa praia, onde já misturei com o mar as lágrimas de saudade ao pôr-do-sol.”


Oh! Ternura. Doce brisa que afaga a minha imaginação... Oh! Loucura dos dias que passo entre o mar e a areia a olhar o teu rosto imaginado, o teu corpo esculpido no querer da minha imensidão feita de um rochedo perdido...
Tu nunca chegaste! E a tua resposta foi criada pela minha loucura, isenta de qualquer realidade. Morri na nossa praia. E o corpo perdeu-se nas areias da imprecisão.
Tu nunca chegaste... mas as ondas visitaram-me sempre, e foram elas que alimentaram a minha esperança, o meu desejo e a minha vida, perdida... nesta ilha do amor...

Dueto entre Vera Silva e Paulo Afonso