domingo, outubro 19, 2008

Amante sensual

Abre a boca

E devora-me a língua

Em gestos soltos e precisos

Como se não te chegasse o tempo

Para me amares com loucura.

Enrosca-te nas minhas coxas

E prova o meu néctar de mulher.

Deixa-me gritar

E leva-me ao céu,

Entra em mim

Profundo,

Em movimentos perfeitos

De amante sensual,

E no fim

Sacia-me a sede

Do teu vigor.


Vera Sousa Silva

terça-feira, outubro 14, 2008

Alma Gémea

A noite ruiu nos meus olhos e a escuridão entrou-me no coração.

Tantos seres procuram uma vida inteira a alma gémea, aquela que nos completa, nos transforma, que nos adivinha os gestos e os desejos mais íntimos. Há quem nunca a encontre, ou se canse de procurar. E há seres como tu que, a troco de uma integridade absoluta que existe apenas aos teus olhos, são cegos. Têm na palma da mão o que uns buscam sem cessar e mesmo assim sacodem e repudiam o que lhes poderia dar a felicidade plena.

Sempre estive aqui e nunca me viste. Sempre te amei e nunca quiseste conhecer o verdadeiro amor.

Beija-me! Beija-me docemente ou dá-me um beijo brutal… Vais sentir quem eu sou. Beija-me!

A noite ruiu nos meus olhos e perdi os sonhos. Perdi-os? Não… Afinal nunca os tive. Foram meras ilusões. Falsas, como é falso tudo o que sonhas que existe no teu mundo.

Quando virás? Não sei… Nem sei se estarei ainda aqui… Talvez tenhas ainda tanto para aprender que nesta vida será tarde. Tarde demais para nós dois.

A escuridão entrou-me no coração e já não sei se será capaz de acender a luz da alma.


Vera Sousa Silva

segunda-feira, outubro 13, 2008

Parabéns PAI


Ter-te comigo, Pai,
É ter a quente luz do Sol
E ser a dona da Lua.
É navegar na ondulação do Mar
E poder tocar o Céu.
É conhecer a Alegria
E partilhar o teu Sorriso,
Sempre sábio,
Sempre presente.
Ter-te como Pai,
É saber o significado
Da Palavra AMOR!
***
PARABÉNS PAIZINHO,
pelos teus 77 aninhos.
Adoro-te muito e todos os dias me orgulho de ti!

sábado, outubro 11, 2008

O Grito


Tenho o grito preso na garganta,

Cravado no peito

Que inflama de dor.


Criei um mundo imaginário,

Tão meu, tão nosso,

Tão perfeito.


Ruiu no grito

Que não dei,

Rolou na lágrima

Que chorei

E ficou ali...


Cravado no peito!
Vera Sousa Silva

quinta-feira, outubro 02, 2008

Não me perguntes onde vou


É amargo o sabor desse gesto
Desprendido, com que me tomas
E me largas,
Como se eu não passasse de bonequinha de pano,
Com olhos apenas pincelados
Que nunca choram,
Sem alma e sem coração,
Sem sentimentos,
Sem desejos…

Amei-te mais, demais…
E muito mais
Do que aquilo que sabia do amor.

Deixei-te livre,
Não te atei o dedo
Nem te abracei o corpo.

Tive orgulho de um coração
Estupidamente imperfeito,
Inquieto…
E gritei alto ao vento
E ao mar…

Amei-te mais, demais…
E foi amargo.

Não me perguntes onde vou…
Vera Sousa Silva

segunda-feira, setembro 29, 2008

Nasci da tua ausência



Nasci da tua ausência,

Entre os sussurros nocturnos

Da nudez da lua, pálida,

Como a névoa dos teus olhos,

Que te cega,

Indiferente aos queixumes

Sofridos,

Ardentes,

Chorados...

Vi-me coberta de lágrimas,

Invísivel ao inquieto amor

Que só geme em meu peito.

Mergulhei na escuridão

Da noite sagrada,

E perdi-me entre trilhos

De bosques sombrios

(Como a minha alma?)...

Mortifiquei-me destruída

Na sensibilidade da palavra

E ausentei-me

De um corpo

Que nunca foi meu.
Vera Sousa Silva

sábado, setembro 27, 2008

Mínimos Instantes, Máximos Momentos

A mesa de apresentação: da esquerda para a direita - o Poeta Xavier Zarco, o autor Paulo Afonso Ramos, em representação do Sr. Vereador da Cultura Dra. Vanda, editor da Edium Editores Jorge Castelo Branco, e da Biblioteca Municipal Dra. Cecília Neves

À viola, e com uma voz belíssima a Sandra Rodrigues, e a declamar lindamente algumas prosas poéticas Dionísio Dinis

Mais um belo instante

Momento de beleza rara, com taças tibetanas

O instante dos autógrafos e junto ao autor o livro de honra

quinta-feira, setembro 25, 2008

27 de Setembro


É já no próximo Sábado, dia 27 de Setembro, pelas 15 horas que vai ser o lançamento do livro Mínimos Instantes, de Paulo Afonso Ramos, pela Edium Editores.
O Auditório da Câmara Municipal da Amadora espera por todos nós, para assistirmos a um acontecimento inesquecível!
A apresentação da obra e do nosso querido autor estará a cargo do poeta Xavier Zarco.
No decorrer do evento serão declamados poemas do livro por Dionísio Dinis e interpretados trechos musicais por Sandra Rodrigues.
Para os que não sabem como chegar... cliquem AQUI e apareçam!
Até Sábado :)

terça-feira, setembro 16, 2008

Paulo Afonso Ramos em Évora com Mínimos Instantes


Antes do lançamento de Mínimos Instantes, Paulo Afonso Ramos passará por Évora, onde brindará os seus leitores com a sua agradável presença e com o seu sorriso!
Programa para Évora:
Dia 24 de Setembro – Escola E B 1 de Chafariz D’EL Rei – Rua São Brás Regedouro
17.45h – Livraria Nazareth & Filhos – (Praça do Giraldo, 46)
23h – Rádio Telefonia Alentejo – Programa: Na Escuridão da Noite (este programa pode ser ouvido em 103.2FM ou em http://www.rta.com.pt)
Dia 25 de Setembro - 14h - Escola 1.º Ciclo Heróis do Ultramar - Avenida Heróis Ultramar
Se puderem passem por lá!
Os alentejanos são uns sortudos!!!

domingo, setembro 07, 2008

Quero-te! - De Paulo Afonso Ramos

Estejas onde estiveres, nesse mundo fantasia, quero-te nas profundezas do amor e nas intimidades do acto consumado, para que saibas que a paixão é um mero caminho para a consolidação dos corpos extasiados pela magna noção da épica condição do Ser.Quero-te… despida de preconceitos na magia do luar que abrilhanta a nossa condição de dois amantes da vertente lunática do mundo que gira em movimentos iguais, e nós, em gestos ritmados fugimos a esse mundo em viagens lunares como dois… elementos da terra prometida.

Procuramos, em segredo, construir o nosso próprio… paraíso.

Quero-te… sedenta de palavras, as que embalo para oferecer-te como uma flor ou como um castelo para que possas viver nesse mundo principesco das maratonas da fantasia.

Ainda que o tempo, esse marasmo que se apodera das nossas horas perdidas nos afaste dos nossos desejos, nos invada com barreiras reais que a vida nos faz nascer, ainda que os atropelos possam protelar a nossa conquista feita de persistência, ainda assim, quero-te… enquanto souber que poderás existir escondida num corpo qualquer, enquanto sentir que também me queres, Musa vestida de amor, despida pela carícia cor do sol, serás o meu luar das minhas noites de solidão, enquanto o nosso caminho não se cruzar na utopia do segredo em sequencias mágicas que adornam o nosso querer.

Quero-te… Musa vestida de poetisa nesse corpo de mulher!


Mais uma prosa poética da autoria de Paulo Afonso Ramos, cheia de sentimento. Aqui podem ouvir, na belíssima voz de Luís Gaspar!

No próximo dia 27 de Setembro, pelas 15 horas, no Auditório da Câmara Municipal da Amadora, Paulo Afonso Ramos vai lançar o seu livro "Mínimos Instantes", com belas prosas poéticas, que certamente a todos seduzirá.

Apareçam por lá e partilhem o momento! Garanto-vos que será inesquecível!


quinta-feira, agosto 28, 2008

Prosa Poética, de Paulo Afonso Ramos

Para Ti Poetisa


Os teus olhos de paz conseguem ler-me nas frases escondidas, conseguem auferir a veracidade de cada sentimento meu exposto ao vento e ao abandono de um qualquer comentário mais abstracto…

São os olhos da esperança que buscam o alimento para aquecer a alma em cada noite fria e solitária, são a arma que combate o presente… numa luta desmesurada por um amanhã quente e radioso. (São os teus ou os meus!) O teu corpo não cede…

Olhos! Encontram-se com os meus no céu azul, olhos que se fixam, no verde esperança da montanha que conseguiremos ultrapassar na caminhada para o paraíso. O teu corpo pede… (Será teu ou o meu?)

Mas é o teu sorriso que me guia, o seu brilho ilumina-me o caminho que palmilho no silêncio de cada noite na esperança de encontrar o teu rosto ansioso do momento.

Cada palavra é uma ponte que nos une. Cada desejo é uma força que nos fortifica.

Cada nascer do sol é aproximação do nosso objectivo, que está cada vez mais perto…

Um dia, depois dos caminhos ventosos e de ultrapassar os Alpes invernosos, de passar as planícies primaveris, irei encontrar-te numa tarde de um Outono distraído imerso numa singela tristeza vestida de saudade e eu apareço para abraçar-te…

E é nesse pôr-do-sol em que estaremos á porta do nosso destino, com um sorriso cúmplice, que deixaremos entrar mais uma noite diferente de todas as outras… será a nossa noite perfeita!

Espera-me! Poetisa do meu mundo fantasia…





terça-feira, agosto 26, 2008

A capa

O prometido é devido...


Aqui está a famosa capa...


Mínimos Instantes



segunda-feira, agosto 25, 2008

Paulo Afonso Ramos

Hoje quero falar de alguém especial... Alguém que escreve com alma e coração e que brinca com as palavras de forma única. Alguém que me é tão, mas tão especial, que chamar-lhe Amigo é pouco...

Paulo Jorge Afonso Ramos nasceu na Maternidade Alfredo da Costa em Lisboa, a 25 dia de Fevereiro de 1966. Viveu em Alcântara até aos 3 anos, altura em que foi viver para África. A sua infância foi passada em Moçambique. Voltou para Portugal e viveu nos Olivais Sul onde começou a sua viagem pelo mundo da escrita aos 10 anos de idade.
Só em Maio de 2001 começou a publicar poesia através da Editora Minerva, onde participou na Antologia de Poesia e Prosa Poética Portuguesa Contemporânea – “Poiesis” Volume V.
Participou ainda neste projecto “Poiesis” nos Volumes VII – (Maio 2002) e no Volume VIII – (Dezembro 2002).
Em 2006 concretizou o seu grande sonho, ao ver o nascimento do seu primeiro livro de poesia, editado pela Edições Ecopy com o nome de “Vinte e Cinco Minutos de Fantasia”, um livro que reflecte o seu olhar pelo amor, pelos sentimentos e pelas pessoas em forma de poesia.
Escreve com assiduidade no seu blog Poesia de Paulo Afonso Ramos, que vos convido a conhecer!
No próximo dia 27 de Setembro, no Auditório da Câmara Municipal da Amadora, Paulo Afonso Ramos vai-nos dar o prazer de lançar o seu livro "Mínimos Instantes". Um livro recheado de prosas poéticas que, garanto, vos vai encantar!
No próximo post verão aqui a capa! Até lá podem-na espreitar no blog do Paulo!

segunda-feira, agosto 11, 2008

Que seria de ti Poesia?



Deixa-os seguir em frente, livres,

Ardendo na fogueira das vaidades,

Gananciosos pelo versos (im)perfeitos.


Gritam ao Mundo a sua loucura

Cegamente, com falsa glória...

Pobres poetas!


Que seria de ti? Que seria...

Se apenas te amassem Poesia?


Vera Sousa Silva

sábado, agosto 09, 2008

Parabéns meu amor

Parabéns minha Princesa, pelo teu 13º aniversário!

Trouxeste-me cor e alegria,

Ao olhar-te conheci o Amor,

Tesouro da minha vida!

Intensa luz brilha em teus olhos

Aumentando a alegria do meu viver.

Ninguém é mais feliz que eu

Amor da minha vida!

Beijo grande da Mamã! Sê muito, muito feliz!!!
Amo-te muito

quarta-feira, agosto 06, 2008

Saberás o que queres?

Não temas amar-me

Nem receies os calafrios que te provoco.

São meros sentimentos

E o egoísmo fica-te mal...

Sou mulher, sou inteira

E amo-te assim,

De uma forma que jamais entenderás.

Não tentes entrar no azul dos meus olhos

Porque te afogarias.

A tua alma já está possuída

Pelo meu coração...

Mesmo que não queiras!

Não me ouças a dormir

Se te sussurro num lamento

Quando estás aqui

E me viras as costas.

Provocas-me e atiças-me,

Afastas-me...

Saberás o que queres?


Eu sei...

Quero-te a ti!


Não sorrias...

Não sejas convencido!

Não fujas,

Escondida ando eu...

Mas apenas de mim.


Vera Sousa Silva



quinta-feira, julho 24, 2008

Querer-te apenas...

Não me tragas mais lágrimas! As minhas são mar de abundância e de dor.
É muita crueldade amar-te e não te querer. Sou insana e impura… Não tenho já razão, nem juízo.
A terra que piso é áspera e seca (quase como eu…) e o sol queima-me sem pudor o corpo nu que plantei na ribanceira das palavras.
Ah meu amor!… Se me cobrisses o corpo com beijos e me abraçasses assim a alma… Como quando entras nos meus sonhos! Mas nem tentes! Mandar-te-ia embora e ficaria ali, quieta, muda, eu e as lágrimas (malditas!).
As trevas entraram-me na carne e quando me firo o sangue é negro, quase da cor dos teus olhos. Amar-te e não te querer é tortura a que me voto propositadamente, porque gosto do sabor a sal, deste aperto no peito, desta inquietude da alma. É assim que te quero… amando-te na distância, colocando-te na lua, bem longe de mim, para que te tenha mais saudades e para me purificar pelo erro do desejo.
As palavras… fogem-me! Penso que caíram já todas, ou afogaram-se! Não te consigo já dizer o que sinto e não sei porque sinto, se apenas queria não sentir. Não sentir, não chorar, não sofrer… e apenas querer-te!

Vera Sousa Silva

terça-feira, julho 01, 2008

XI Concurso Luso-Poemas - Vinho Quente


Apresento-vos o poema "Vinho Quente", com que venci (sim, sim, não sei como, mas venci mesmo) o XI Concurso Luso-Poemas, sob o tema “O Vinho”!


Vinho Quente


Escorregas em mim quente,

Doce.

Adivinho-te pelo odor puro,

Frutado.

E apeteces-me…

Tua cor de sangue desperta-me o desejo

De te ter assim meu, nosso…

Ardente,

Quente!

Não te bebo,

Saboreio-te na lucidez da noite,

Brindo à lua que se despe devagar,

Pálida, invejosa.

Mas és só meu e escorregas em mim…

Quente,

Ardente…


Vera Sousa Silva

sexta-feira, junho 20, 2008

Declaração


Esvazia-me a tristeza dos meus olhos
Que brilham na tua presença
E te pousam no regaço, devagar.
Lava-me o sorriso falso do rosto
Com as lágrimas que te tombam
Pela inquietude da dúvida.

Não verás que tudo é falso em mim?

Atiça-me a raiva e amarra-me
Numa qualquer onda que bata na areia
E se cruze nos teus pés.
Tira-me a venda e empurra-me
Na direcção da cruel verdade,
Se te é tão simples não me amar.

Não verás que tenho medo?

Rasga-me esta capa de orgulho
Que me cobre de nuvens cinzentas
E me chove os dias primaveris.
Obriga-me a soletrar as palavras
Que não te ouso dizer
E tapa-me a nudez da sensibilidade.

Não verás que te amo?
Vera Sousa Silva

sábado, junho 14, 2008

Suavidade do Amor


Perco-me na tua geografia secreta
Onde encontro caminhos
Que percorro com desejo
Descobrindo novos mundos,
Novos sabores e sentidos,
Entre cheiros e toques
Na suavidade do amor.
Entre ondas ferventes,
Entrego-me à luxúria do desejo,
Na profundeza dos suspiros
Que soltamos uníssonos.
Movem-se ondas salgadas
Vagarosas e pacientes,
Orvalhadas de cobiça e afectos
Benevolentes e famintas de nós.


Vera Sousa Silva