
sábado, novembro 08, 2008
No vazio da madrugada

Não é o frio de Inverno
Que me gela a alma,
Nem a chuva gelada
Que me cai no rosto,
Como quem se lava de sentimentos agrestes,
Capazes de ferir muito mais que o corpo.
Fiquei só,
Deixaste-me só,
No vazio da madrugada,
Que chorou baixinho, comigo.
Nem sequer olhaste para trás...
Não me olhaste nos olhos.
A ausência dos teus abraços
Torturam-me e gelam-me.
Não choro por ti,
Mas por mim.
Nunca deveria ter-te sorrido,
Nem passar-te a mão pela face,
Como quem entende.
Se nunca entendi…
Vera Sousa Silva
domingo, novembro 02, 2008
Mel de Carvalho - No Princípio era o Sol


Caros Amigos,
No próximo dia 8 de Novembro, pelas 16 horas, no Salão Nobre do Paço do Sobralinho (uma pequena vila entre Alverca e Vila Franca de Xira, na A1, sentido norte) vai ser o lançamento do livro de poesia "No princípio era o Sol", de Mel de Carvalho, pela Edium Editores, com prefácio de Júlio Saraiva.
O evento contará com a presença de diversas artes e com o apoio da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira e da Junta de Freguesia do Sobralinho.
Contamos com a Vossa presença!
Deixo-vos algumas breves notas sobre a autora, que terão o prazer de conhecer.
"É a poesia que desfaz o interdito e tece delicada renda sobre a própria pele, desnudada em cada poema, para os olhos de quem almeja alcançar a plenitude da poética na palavra, eis a chave!"
Sandra Fonseca, psicóloga e poeta brasileira,
Sandra Fonseca, psicóloga e poeta brasileira,
in Luso-poemas.net, sobre a escrita de Mel de Carvalho
Notas biográficas da autora:
Maria Amélia de Carvalho (Mel de Carvalho) nasce em Portugal, Lisboa, a 23 de Janeiro de 1961. Licenciada em Sociologia do Trabalho na Universidade Técnica de Lisboa. Em 2007 inícia Doutoramento na Universidade Nova de Lisboa em Ciências da Educação.
A par da actividade profissional na área social e educativa, publica pela primeira vez os seus trabalhos (da poesia aos contos…) na Internet em 2006.
Em 2007, dá à estampa o seu 1º livro, "Sibilam Pedras na Encosta", Corpos Editora.
Do seu curriculum literário fazem parte várias participações em Colectâneas/Antologias, nomeadamente: Antologia de Poesia e Prosa Poética Portuguesa Contemporânea, Vol. XVI, "Poiesis", Ed. Minerva; Antologia Escritores Brasileiros e Autores de países em Língua Portuguesa, 8ª Edição; Antologia Escritartes. No prelo II Antologia de Poetas Lusófonos; Antologia Luso-Poemas.
Blogs da Autora:
domingo, outubro 26, 2008
Momento

É aqui, na escuridão da noite, que encontro o meu caminho.
Iluminada pela lua, seguindo o rasto das estrelas cadentes, e com o silêncio roçando-me a alma, ao de leve.
Vem! Segue-me!
Não digas nada. Sente apenas...
Dá-me a tua mão e fecha os olhos. Fica assim, nesta quietude da noite. A nossa noite!
Pousa suavemente a tua mão esquerda no meu peito. Sentes? É teu este coração que bate amenamente, e, no entanto, com a força brutal deste amor que te tenho. Nasceu amando-te, e só agora te encontrou!
Respira profundamente e relaxa. Inspira a felicidade do momento. Quando acordares, na tua vida, no teu destino, esquecerás tudo isto. Mas o momento, o nosso momento, ficará para sempre!
Fecha os olhos... Sente! Lembras-te agora?
Vera Sousa Silva
domingo, outubro 19, 2008
Amante sensual
Abre a boca
E devora-me a língua
Em gestos soltos e precisos
Como se não te chegasse o tempo
Para me amares com loucura.
Enrosca-te nas minhas coxas
E prova o meu néctar de mulher.
Deixa-me gritar
E leva-me ao céu,
Entra em mim
Profundo,
Em movimentos perfeitos
De amante sensual,
E no fim
Sacia-me a sede
Do teu vigor.
Vera Sousa Silva
terça-feira, outubro 14, 2008
Alma Gémea
A noite ruiu nos meus olhos e a escuridão entrou-me no coração.
Tantos seres procuram uma vida inteira a alma gémea, aquela que nos completa, nos transforma, que nos adivinha os gestos e os desejos mais íntimos. Há quem nunca a encontre, ou se canse de procurar. E há seres como tu que, a troco de uma integridade absoluta que existe apenas aos teus olhos, são cegos. Têm na palma da mão o que uns buscam sem cessar e mesmo assim sacodem e repudiam o que lhes poderia dar a felicidade plena.
Sempre estive aqui e nunca me viste. Sempre te amei e nunca quiseste conhecer o verdadeiro amor.
Beija-me! Beija-me docemente ou dá-me um beijo brutal… Vais sentir quem eu sou. Beija-me!
A noite ruiu nos meus olhos e perdi os sonhos. Perdi-os? Não… Afinal nunca os tive. Foram meras ilusões. Falsas, como é falso tudo o que sonhas que existe no teu mundo.
Quando virás? Não sei… Nem sei se estarei ainda aqui… Talvez tenhas ainda tanto para aprender que nesta vida será tarde. Tarde demais para nós dois.
A escuridão entrou-me no coração e já não sei se será capaz de acender a luz da alma.
Vera Sousa Silva
segunda-feira, outubro 13, 2008
Parabéns PAI

Ter-te comigo, Pai,
É ter a quente luz do Sol
E ser a dona da Lua.
É navegar na ondulação do Mar
E poder tocar o Céu.
É conhecer a Alegria
E partilhar o teu Sorriso,
Sempre sábio,
Sempre presente.
Ter-te como Pai,
É saber o significado
Da Palavra AMOR!
***
PARABÉNS PAIZINHO,
pelos teus 77 aninhos.
Adoro-te muito e todos os dias me orgulho de ti!
sábado, outubro 11, 2008
O Grito
quinta-feira, outubro 02, 2008
Não me perguntes onde vou

É amargo o sabor desse gesto
Desprendido, com que me tomas
E me largas,
Como se eu não passasse de bonequinha de pano,
Com olhos apenas pincelados
Que nunca choram,
Sem alma e sem coração,
Sem sentimentos,
Sem desejos…
Amei-te mais, demais…
E muito mais
Do que aquilo que sabia do amor.
Deixei-te livre,
Não te atei o dedo
Nem te abracei o corpo.
Tive orgulho de um coração
Estupidamente imperfeito,
Inquieto…
E gritei alto ao vento
E ao mar…
Amei-te mais, demais…
E foi amargo.
Não me perguntes onde vou…
Desprendido, com que me tomas
E me largas,
Como se eu não passasse de bonequinha de pano,
Com olhos apenas pincelados
Que nunca choram,
Sem alma e sem coração,
Sem sentimentos,
Sem desejos…
Amei-te mais, demais…
E muito mais
Do que aquilo que sabia do amor.
Deixei-te livre,
Não te atei o dedo
Nem te abracei o corpo.
Tive orgulho de um coração
Estupidamente imperfeito,
Inquieto…
E gritei alto ao vento
E ao mar…
Amei-te mais, demais…
E foi amargo.
Não me perguntes onde vou…
Vera Sousa Silva
segunda-feira, setembro 29, 2008
Nasci da tua ausência

Nasci da tua ausência,
Entre os sussurros nocturnos
Da nudez da lua, pálida,
Como a névoa dos teus olhos,
Que te cega,
Indiferente aos queixumes
Sofridos,
Ardentes,
Chorados...
Vi-me coberta de lágrimas,
Invísivel ao inquieto amor
Que só geme em meu peito.
Mergulhei na escuridão
Da noite sagrada,
E perdi-me entre trilhos
De bosques sombrios
(Como a minha alma?)...
Mortifiquei-me destruída
Na sensibilidade da palavra
E ausentei-me
De um corpo
Que nunca foi meu.
Vera Sousa Silva
sábado, setembro 27, 2008
Mínimos Instantes, Máximos Momentos
quinta-feira, setembro 25, 2008
27 de Setembro

É já no próximo Sábado, dia 27 de Setembro, pelas 15 horas que vai ser o lançamento do livro Mínimos Instantes, de Paulo Afonso Ramos, pela Edium Editores.
O Auditório da Câmara Municipal da Amadora espera por todos nós, para assistirmos a um acontecimento inesquecível!
A apresentação da obra e do nosso querido autor estará a cargo do poeta Xavier Zarco.
No decorrer do evento serão declamados poemas do livro por Dionísio Dinis e interpretados trechos musicais por Sandra Rodrigues.
Para os que não sabem como chegar... cliquem AQUI e apareçam!
Até Sábado :)
terça-feira, setembro 16, 2008
Paulo Afonso Ramos em Évora com Mínimos Instantes

Antes do lançamento de Mínimos Instantes, Paulo Afonso Ramos passará por Évora, onde brindará os seus leitores com a sua agradável presença e com o seu sorriso!
Programa para Évora:
Dia 24 de Setembro – Escola E B 1 de Chafariz D’EL Rei – Rua São Brás Regedouro
17.45h – Livraria Nazareth & Filhos – (Praça do Giraldo, 46)
23h – Rádio Telefonia Alentejo – Programa: Na Escuridão da Noite (este programa pode ser ouvido em 103.2FM ou em http://www.rta.com.pt)
Dia 25 de Setembro - 14h - Escola 1.º Ciclo Heróis do Ultramar - Avenida Heróis Ultramar
Se puderem passem por lá!
Os alentejanos são uns sortudos!!!
domingo, setembro 07, 2008
Quero-te! - De Paulo Afonso Ramos
Estejas onde estiveres, nesse mundo fantasia, quero-te nas profundezas do amor e nas intimidades do acto consumado, para que saibas que a paixão é um mero caminho para a consolidação dos corpos extasiados pela magna noção da épica condição do Ser.Quero-te… despida de preconceitos na magia do luar que abrilhanta a nossa condição de dois amantes da vertente lunática do mundo que gira em movimentos iguais, e nós, em gestos ritmados fugimos a esse mundo em viagens lunares como dois… elementos da terra prometida.
Procuramos, em segredo, construir o nosso próprio… paraíso.
Quero-te… sedenta de palavras, as que embalo para oferecer-te como uma flor ou como um castelo para que possas viver nesse mundo principesco das maratonas da fantasia.
Ainda que o tempo, esse marasmo que se apodera das nossas horas perdidas nos afaste dos nossos desejos, nos invada com barreiras reais que a vida nos faz nascer, ainda que os atropelos possam protelar a nossa conquista feita de persistência, ainda assim, quero-te… enquanto souber que poderás existir escondida num corpo qualquer, enquanto sentir que também me queres, Musa vestida de amor, despida pela carícia cor do sol, serás o meu luar das minhas noites de solidão, enquanto o nosso caminho não se cruzar na utopia do segredo em sequencias mágicas que adornam o nosso querer.
Quero-te… Musa vestida de poetisa nesse corpo de mulher!
Mais uma prosa poética da autoria de Paulo Afonso Ramos, cheia de sentimento. Aqui podem ouvir, na belíssima voz de Luís Gaspar!
No próximo dia 27 de Setembro, pelas 15 horas, no Auditório da Câmara Municipal da Amadora, Paulo Afonso Ramos vai lançar o seu livro "Mínimos Instantes", com belas prosas poéticas, que certamente a todos seduzirá.
Apareçam por lá e partilhem o momento! Garanto-vos que será inesquecível!
quinta-feira, agosto 28, 2008
Prosa Poética, de Paulo Afonso Ramos
Para Ti Poetisa
Os teus olhos de paz conseguem ler-me nas frases escondidas, conseguem auferir a veracidade de cada sentimento meu exposto ao vento e ao abandono de um qualquer comentário mais abstracto…
São os olhos da esperança que buscam o alimento para aquecer a alma em cada noite fria e solitária, são a arma que combate o presente… numa luta desmesurada por um amanhã quente e radioso. (São os teus ou os meus!) O teu corpo não cede…
Olhos! Encontram-se com os meus no céu azul, olhos que se fixam, no verde esperança da montanha que conseguiremos ultrapassar na caminhada para o paraíso. O teu corpo pede… (Será teu ou o meu?)
Mas é o teu sorriso que me guia, o seu brilho ilumina-me o caminho que palmilho no silêncio de cada noite na esperança de encontrar o teu rosto ansioso do momento.
Cada palavra é uma ponte que nos une. Cada desejo é uma força que nos fortifica.
Cada nascer do sol é aproximação do nosso objectivo, que está cada vez mais perto…
Um dia, depois dos caminhos ventosos e de ultrapassar os Alpes invernosos, de passar as planícies primaveris, irei encontrar-te numa tarde de um Outono distraído imerso numa singela tristeza vestida de saudade e eu apareço para abraçar-te…
E é nesse pôr-do-sol em que estaremos á porta do nosso destino, com um sorriso cúmplice, que deixaremos entrar mais uma noite diferente de todas as outras… será a nossa noite perfeita!
Espera-me! Poetisa do meu mundo fantasia…
terça-feira, agosto 26, 2008
segunda-feira, agosto 25, 2008
Paulo Afonso Ramos
Hoje quero falar de alguém especial... Alguém que escreve com alma e coração e que brinca com as palavras de forma única. Alguém que me é tão, mas tão especial, que chamar-lhe Amigo é pouco...
Paulo Jorge Afonso Ramos nasceu na Maternidade Alfredo da Costa em Lisboa, a 25 dia de Fevereiro de 1966. Viveu em Alcântara até aos 3 anos, altura em que foi viver para África. A sua infância foi passada em Moçambique. Voltou para Portugal e viveu nos Olivais Sul onde começou a sua viagem pelo mundo da escrita aos 10 anos de idade.
Só em Maio de 2001 começou a publicar poesia através da Editora Minerva, onde participou na Antologia de Poesia e Prosa Poética Portuguesa Contemporânea – “Poiesis” Volume V.
Participou ainda neste projecto “Poiesis” nos Volumes VII – (Maio 2002) e no Volume VIII – (Dezembro 2002).
Em 2006 concretizou o seu grande sonho, ao ver o nascimento do seu primeiro livro de poesia, editado pela Edições Ecopy com o nome de “Vinte e Cinco Minutos de Fantasia”, um livro que reflecte o seu olhar pelo amor, pelos sentimentos e pelas pessoas em forma de poesia.
Escreve com assiduidade no seu blog Poesia de Paulo Afonso Ramos, que vos convido a conhecer!
No próximo dia 27 de Setembro, no Auditório da Câmara Municipal da Amadora, Paulo Afonso Ramos vai-nos dar o prazer de lançar o seu livro "Mínimos Instantes". Um livro recheado de prosas poéticas que, garanto, vos vai encantar!
No próximo post verão aqui a capa! Até lá podem-na espreitar no blog do Paulo!
segunda-feira, agosto 11, 2008
Que seria de ti Poesia?
sábado, agosto 09, 2008
Parabéns meu amor
Trouxeste-me cor e alegria,
Ao olhar-te conheci o Amor,
Tesouro da minha vida!
Intensa luz brilha em teus olhos
Aumentando a alegria do meu viver.
Ninguém é mais feliz que eu
Amor da minha vida!
Beijo grande da Mamã! Sê muito, muito feliz!!!
Amo-te muito
quarta-feira, agosto 06, 2008
Saberás o que queres?
Não temas amar-me
Nem receies os calafrios que te provoco.
São meros sentimentos
E o egoísmo fica-te mal...
Sou mulher, sou inteira
E amo-te assim,
De uma forma que jamais entenderás.
Não tentes entrar no azul dos meus olhos
Porque te afogarias.
A tua alma já está possuída
Pelo meu coração...
Mesmo que não queiras!
Não me ouças a dormir
Se te sussurro num lamento
Quando estás aqui
E me viras as costas.
Provocas-me e atiças-me,
Afastas-me...
Saberás o que queres?
Eu sei...
Quero-te a ti!
Não sorrias...
Não sejas convencido!
Não fujas,
Escondida ando eu...
Mas apenas de mim.
Vera Sousa Silva
quinta-feira, julho 24, 2008
Querer-te apenas...
Não me tragas mais lágrimas! As minhas são mar de abundância e de dor.É muita crueldade amar-te e não te querer. Sou insana e impura… Não tenho já razão, nem juízo.
A terra que piso é áspera e seca (quase como eu…) e o sol queima-me sem pudor o corpo nu que plantei na ribanceira das palavras.
Ah meu amor!… Se me cobrisses o corpo com beijos e me abraçasses assim a alma… Como quando entras nos meus sonhos! Mas nem tentes! Mandar-te-ia embora e ficaria ali, quieta, muda, eu e as lágrimas (malditas!).
As trevas entraram-me na carne e quando me firo o sangue é negro, quase da cor dos teus olhos. Amar-te e não te querer é tortura a que me voto propositadamente, porque gosto do sabor a sal, deste aperto no peito, desta inquietude da alma. É assim que te quero… amando-te na distância, colocando-te na lua, bem longe de mim, para que te tenha mais saudades e para me purificar pelo erro do desejo.
As palavras… fogem-me! Penso que caíram já todas, ou afogaram-se! Não te consigo já dizer o que sinto e não sei porque sinto, se apenas queria não sentir. Não sentir, não chorar, não sofrer… e apenas querer-te!
Vera Sousa Silva
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