sábado, janeiro 10, 2009

Beijo Absoluto


Suspiro-te num beijo quente
Que me envolve a alma
E me entontece e inquieta
Em verbos apetecidos
Sugados nos teus lábios
Que profano imprudente.

Quero-te na alucinação
Que m' embala e m' estremece,
Num rasgar da alma muda
Que desabotoas devagar
E me descobres
Sentada na penumbra
Do teu ser.

Confio-me a ti e rendo-me
Já inconsciente pelo anseio
Deste desejo que me toma
Pelo teu beijo supremo.


Vera Sousa Silva

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Prémio Dardos


Recebi o Prémio Dardos da Lua com Dona, Poemas ao Luar e Pretexto Clássico com muito orgulho, e aos quais agradeço!

“Com o Prémio Dardos reconhecem-se os valores que cada blogger, emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc., que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os bloggers, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web”


Este prémio obedece a algumas regras:

1) Exibir a imagem do selo;
2) Linkar o blog pelo qual se recebeu a indicação;
3) Escolher outros blogs a quem entregar o Prémio Dardos.

Seguindo as regras, repasso aos blogs abaixo, pelo valor que lhes reconheço:



Como recebi o prémio em duplicado, ofereço-o também a todos que passarem por aqui

Obrigada Marta Vasil, Delfim e Outono

sábado, janeiro 03, 2009

Súplica


Resguardo-me no silêncio fusco da noite

Oculta entre palavras indizíveis

E quedo-me na extensão

Dos sentimentos condoídos

Que me abarcam…


Cerrei a passagem ao meu peito

E aos meus actos

Numa atitude de percepção

Da crueldade alheia

E fico-me nestas razões

Protectoras da sensibilidade

Que me pertence secretamente.



Não mais ouvirás teu nome

Gritado pela minha alma

(já selada por feitiço).



Deixo-te entregue à luminosidade

Do tempo que te seduz

E reclino-me no desprezo

A que me votaste amargamente.


Não me peças sorrisos…

Dispensar-te-ia apenas os pérfidos

(e morreria por dentro).
Vera Sousa Silva

domingo, dezembro 28, 2008

Poema Despido


Dominas-me voraz

Sem que entenda o sentido

Dos versos que trazes

Na boca que beija

Em carícias longas

O brilho do sol.


Sou apêndice sôfrego

De um poema.


Pacifico-me na tua voz

Que embala o desejo

De ser letra do teu corpo,

E rasgo a folha imerecida

Que te sustém,

Com a fúria decomposta

Da improbabilidade

De te possuir.


Contempla-me

Na prateleira exposta

No extremo do segmento.


Sou matéria invisível

Dos teus propósitos.


Vera Sousa Silva

terça-feira, dezembro 23, 2008

Feliz Natal


Desejo-vos a todos um Natal verdadeiramente mágico,
cheio de sorrisos e paz,
com muita saúde, alegria, amor
junto de quem mais amam.
Felicidades

domingo, dezembro 21, 2008

Inteiramente Tua


Encontrei o meu caminho

Na linha que traçaste

No meu destino…


Devagar, bem de mansinho,

Chegaste assim,

Com um sorriso

Que iluminou meu céu.


Os sentimentos que me invadem

Intensificam o universo

Que nos preenche

E nos pertence,

Penetrantes e delicados,

Suavemente desabrocham

E complementam-se.


Simplesmente por amar-te

Vale a pena viver
E ser,

Nesta simplicidade,

Inteiramente tua.


Parabéns Zé


Amo-te maridão lindo



Vera Sousa Silva

quarta-feira, dezembro 17, 2008

Poesia Erótica no Estúdio Raposa

Os meus poemas na voz do grande e maravilhoso Luís Gaspar

Poesia Erótica 33 - Vera Silva

Obrigada Luís Gaspar!

segunda-feira, dezembro 08, 2008

Vestida de morte


Visto a negra capa da morte

E preparo o túmulo

Onde depositarás rosas

Vermelhas,

Como os lábios

Que nunca quiseste beijar.


Pertenço-te,

Sem que me queiras,

Como doença maldita

Que desprezas

E afastas,

E mesmo assim

Me sinto apenas tua,

Enferma que sou.


Abro as mãos

A novos amores

E esgueiro-me pela porta

Antes do toque inicial,

Como se te traísse,

Como se também tu fosses meu.


Visto a capa negra da morte

E preparo o túmulo

Onde me deito,

Porque já nada mais me importa…
Vera Sousa Silva

quinta-feira, dezembro 04, 2008

Letras em Ti



Tatuo meu corpo

Com versos de amor

Que beijarás sílaba a sílaba,

Percorrendo vagarosamente

Cada milímetro da minha pele

Sequiosa de ti.


Serei composição poética,

Lírica ou épica,

Mas sempre teu poema.


Serei pedaço de luz,

Satélite lunar,

Mas sempre tua.


Serei, afectuosamente,

O que desejas…


Serei sempre eu

Aqui…


… Esperando-te…
Vera Sousa Silva

quinta-feira, novembro 27, 2008

Poema Efémero


Tecer-te em rios de palavras

Cálidas, sagazes,

Deslizando ao som

Das pedras luzidias

Dos meus pensamentos,

E entregar-te em mãos

A água dos meus olhos,

É o que me resta hoje,

No remate da presença física

Deste corpo pútrido.


Cerra-se o ciclo

E cala-se a voz,

No derradeiro poema

Disforme.


Todo o verso é doloroso

E assassino,

Desferindo o golpe fatal

E silencioso,

Sem que me aperceba,

Sem que reclame…


Vera Sousa Silva

quarta-feira, novembro 26, 2008

Ter-te como Amiga, Magda

Ter-te como amiga
É conhecer o Céu na Terra
E andar de mão dada
Com a alegria infinita,
Numa estrada sem buracos
E sem curvas perigosas.
É por saber que te tenho
Que o difícil se torna simples
E que se acende uma luz
Feita de estrelas cadentes
No meio da mais negra escuridão
Quando já estou cega.

Ser tua amiga é tão fácil…
E é esta a forma de amor
Que te tenho, orgulhosamente,
Desprendidamente…
Sei que estás sempre comigo
Como um anjo da guarda,
Que contigo partilho sorrisos
E lágrimas,
E que os teus braços
Estão sempre abertos,
Prontos a abraçar-me.

Ser tua amiga é tão simples
E é tão fácil amar-te…
Amiga!

Parabéns
Pedra Filosofal!

sábado, novembro 22, 2008

Parte de Mim... Viaja!


Não sei porque insisto nesta entrega absoluta, como se fosses o único homem na Terra capaz de me fazer feliz. Não sei o porquê desta obstinação, quando sei que nunca serei o teu Sol. Não sei porque me alimento de uma esperança escassa, que mais ninguém vê.

Se ao menos tu, meu amor, me dissesses nos meus olhos para não te esperar. Se ao menos tivesses essa coragem!

Nada mais me resta por aqui, a não ser a tua constante presença ilusória dos sentidos que me tremem e me transportam para um mundo pleno de poesia, onde eu subsisto apenas no teu olhar mágico de menino.

Em breve, muito em breve, a ilusão em que vivo esfumar-se-á, e abrir-se-ão valas negras no meu caminho, e as linhas ténues e invisíveis que me prendem aqui serão arrebatadas para um outro lugar, onde não existe amor, dor, cegueira ou sonhos…

Escorrerão, em breve, rubis da minha pele cansada.


Vera Sousa Silva

segunda-feira, novembro 17, 2008

Brisas do Mar de Vanda Paz



Queridos amigos,

Apresento-vos o primeiro livro de poesia de Vanda Paz! Chama-se “Brisas do Mar”, editado pela Edium Editores.
O prefácio é do escritor António Paiva, que também vai apresentar a obra.
A mãe - Helena Paz - desenhou e pintou a belíssima capa.
Para quem quiser partilhar estes momentos com a poeta, ficam aqui duas datas a marcar na agenda:
Pré - Lançamento
Dia 21 de Novembro na Escola Superior Agrária de Santarém em Santarém às 21 horas no Auditório da Escola
Lançamento
Dia 23 de Novembro no Museu do Vinho da Bairrada em Anadia, às 15 horas no Auditório do Museu

Apareçam :)

quinta-feira, novembro 13, 2008

Sou tua...



O meu corpo

Tem toque de veludo

Na entrega carnal

Dos afectos

E desejos incontidos

Que não escondo

Atrás de máscaras

De menina decente.


Sou mulher,

Inteira, completa,

E quero-te

Ávido de mim,

Sedento dos meus seios

E ansioso

Pelo roçar das minhas coxas

Que se abrem para te receber.


Completa-me e mistura-te

Com os fluidos lascivos

Que se unificam

Em matéria

Que anseio receber

Dentro de mim…


Vem…

Sou tua!
Vera Sousa Silva

sábado, novembro 08, 2008

No vazio da madrugada



Não é o frio de Inverno

Que me gela a alma,

Nem a chuva gelada

Que me cai no rosto,

Como quem se lava de sentimentos agrestes,

Capazes de ferir muito mais que o corpo.


Fiquei só,

Deixaste-me só,

No vazio da madrugada,

Que chorou baixinho, comigo.


Nem sequer olhaste para trás...

Não me olhaste nos olhos.


A ausência dos teus abraços

Torturam-me e gelam-me.

Não choro por ti,

Mas por mim.


Nunca deveria ter-te sorrido,

Nem passar-te a mão pela face,

Como quem entende.


Se nunca entendi…
Vera Sousa Silva

domingo, novembro 02, 2008

Mel de Carvalho - No Princípio era o Sol




Caros Amigos,
No próximo dia 8 de Novembro, pelas 16 horas, no Salão Nobre do Paço do Sobralinho (uma pequena vila entre Alverca e Vila Franca de Xira, na A1, sentido norte) vai ser o lançamento do livro de poesia "No princípio era o Sol", de Mel de Carvalho, pela Edium Editores, com prefácio de Júlio Saraiva.
O evento contará com a presença de diversas artes e com o apoio da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira e da Junta de Freguesia do Sobralinho.
Contamos com a Vossa presença!
Deixo-vos algumas breves notas sobre a autora, que terão o prazer de conhecer.
"É a poesia que desfaz o interdito e tece delicada renda sobre a própria pele, desnudada em cada poema, para os olhos de quem almeja alcançar a plenitude da poética na palavra, eis a chave!"
Sandra Fonseca, psicóloga e poeta brasileira,

in Luso-poemas.net, sobre a escrita de Mel de Carvalho

Notas biográficas da autora:
Maria Amélia de Carvalho (Mel de Carvalho) nasce em Portugal, Lisboa, a 23 de Janeiro de 1961. Licenciada em Sociologia do Trabalho na Universidade Técnica de Lisboa. Em 2007 inícia Doutoramento na Universidade Nova de Lisboa em Ciências da Educação.
A par da actividade profissional na área social e educativa, publica pela primeira vez os seus trabalhos (da poesia aos contos…) na Internet em 2006.
Em 2007, dá à estampa o seu 1º livro, "Sibilam Pedras na Encosta", Corpos Editora.
Do seu curriculum literário fazem parte várias participações em Colectâneas/Antologias, nomeadamente: Antologia de Poesia e Prosa Poética Portuguesa Contemporânea, Vol. XVI, "Poiesis", Ed. Minerva; Antologia Escritores Brasileiros e Autores de países em Língua Portuguesa, 8ª Edição; Antologia Escritartes. No prelo II Antologia de Poetas Lusófonos; Antologia Luso-Poemas.

Blogs da Autora:

domingo, outubro 26, 2008

Momento



É aqui, na escuridão da noite, que encontro o meu caminho.

Iluminada pela lua, seguindo o rasto das estrelas cadentes, e com o silêncio roçando-me a alma, ao de leve.

Vem! Segue-me!

Não digas nada. Sente apenas...

Dá-me a tua mão e fecha os olhos. Fica assim, nesta quietude da noite. A nossa noite!

Pousa suavemente a tua mão esquerda no meu peito. Sentes? É teu este coração que bate amenamente, e, no entanto, com a força brutal deste amor que te tenho. Nasceu amando-te, e só agora te encontrou!

Respira profundamente e relaxa. Inspira a felicidade do momento. Quando acordares, na tua vida, no teu destino, esquecerás tudo isto. Mas o momento, o nosso momento, ficará para sempre!

Fecha os olhos... Sente! Lembras-te agora?
Vera Sousa Silva

domingo, outubro 19, 2008

Amante sensual

Abre a boca

E devora-me a língua

Em gestos soltos e precisos

Como se não te chegasse o tempo

Para me amares com loucura.

Enrosca-te nas minhas coxas

E prova o meu néctar de mulher.

Deixa-me gritar

E leva-me ao céu,

Entra em mim

Profundo,

Em movimentos perfeitos

De amante sensual,

E no fim

Sacia-me a sede

Do teu vigor.


Vera Sousa Silva

terça-feira, outubro 14, 2008

Alma Gémea

A noite ruiu nos meus olhos e a escuridão entrou-me no coração.

Tantos seres procuram uma vida inteira a alma gémea, aquela que nos completa, nos transforma, que nos adivinha os gestos e os desejos mais íntimos. Há quem nunca a encontre, ou se canse de procurar. E há seres como tu que, a troco de uma integridade absoluta que existe apenas aos teus olhos, são cegos. Têm na palma da mão o que uns buscam sem cessar e mesmo assim sacodem e repudiam o que lhes poderia dar a felicidade plena.

Sempre estive aqui e nunca me viste. Sempre te amei e nunca quiseste conhecer o verdadeiro amor.

Beija-me! Beija-me docemente ou dá-me um beijo brutal… Vais sentir quem eu sou. Beija-me!

A noite ruiu nos meus olhos e perdi os sonhos. Perdi-os? Não… Afinal nunca os tive. Foram meras ilusões. Falsas, como é falso tudo o que sonhas que existe no teu mundo.

Quando virás? Não sei… Nem sei se estarei ainda aqui… Talvez tenhas ainda tanto para aprender que nesta vida será tarde. Tarde demais para nós dois.

A escuridão entrou-me no coração e já não sei se será capaz de acender a luz da alma.


Vera Sousa Silva

segunda-feira, outubro 13, 2008

Parabéns PAI


Ter-te comigo, Pai,
É ter a quente luz do Sol
E ser a dona da Lua.
É navegar na ondulação do Mar
E poder tocar o Céu.
É conhecer a Alegria
E partilhar o teu Sorriso,
Sempre sábio,
Sempre presente.
Ter-te como Pai,
É saber o significado
Da Palavra AMOR!
***
PARABÉNS PAIZINHO,
pelos teus 77 aninhos.
Adoro-te muito e todos os dias me orgulho de ti!