
Entre focos de luz intermitente
Do meu sentir resignado,
E bocas silvestres que acompanham
O corpo sedento de versos
Macerados nos meus refúgios.
Há magias fingidas nos teus traços
Que me iludem e me vergam
Em vénias largas
Esculpidas no meu sentir.
Tombo-me, apagada,
Pelo riso dos teus olhos,
Enganosos,
Como os segundos da espera
Que não bate à minha porta,
E mesmo assim me rasga.
Como se fosse capaz de me amar!
Não quero o concreto do teu toque
Nem a aspereza do teu coração.
Quero efectivamente a afectividade
Suprema da poesia
Expelida dos teus versos.





















