
e perco-me na geografia
dos trajectos sinuosos
que escondes
entre sombras de afectos
Percorro-te os traços
e perco-me em ti...
na seara do teu ventre
que palpitante... fremente
me chama a descobertas
num sussurro clemente.
Morro num beijo teu
e sou silêncio e lágrima
que ressurge no compasso
almofadado do prazer
com que me adornas.
Absorvo-te miríade...
constelação perfeita, cintilante
subtil tiara de diamantes.
Com faminto abraço
percorro-te em lento passo
e luz refulgente te tornas!
Nesta quietude intimista
somos um só, inseparáveis,
em preciosos instantes
que a vida prolonga.
E na cumplicidade secreta
o amor acontece outra vez...
E és silêncio e lágrima,
és seara doirada colhida,
és frágil frágua presa em mim.
Quando em ti me fundo, acutilante
libertas húmidas fragrâncias-jasmim
num grito surdo de amante!


















