
segunda-feira, abril 27, 2009
Temas Originais

domingo, abril 26, 2009
Alienada

com sangue irrequieto pulsando,
espiando a nudez do mundo
e esgueirando-se nos esconderijos
paralelos das sombras.
Fui a louca que viveu
amedrontada pela mágoa,
refugiada na dor do sossego
que mente às consciências
tresloucadas dos sentimentos.
Fui a louca que amou
numa overdose de quimera,
cega pela incandescência da mentira
proferida por lábios embaciados
de trevas devoradoras.
Fui a louca que morreu
esquecida num deserto qualquer,
gelada e desperta pela lâmina
com que m'amputaste a alma
apenas com um silêncio.
terça-feira, abril 21, 2009
Possibilidades

Que se soltam do meu olhar
E soltar as palavras
Que me embargam a voz
Instalada no silêncio…
Pudesses tu desvendar-me
O desejo que me denuncia
E reconhecer o sentimento
Que combato em meu peito
Num misto de medo e prazer…
Pudéssemos nós sermos unos
Em corpo e alma,
Com o coração batendo
No mesmo compasso musical
E envolvidos no mesmo poema…
domingo, abril 19, 2009
Pedaços da Vida e Fantasia, de António Paiva
António Paiva, nasceu a 21 de Março, de 1959, em Santo André, Vila Nova de Poiares, uma vila situada entre a Serra da Lousã e o Rio Mondego. Cresceu na aldeia do Travasso, concelho de Penacova. Uma aldeia de isolada na época, a estrada que a servia terminava na própria aldeia, sem ligação à sede do concelho. Por lá estudou e pastoreou até à idade de 18 anos, a partir daí foi para a cidade de Coimbra, onde prosseguiu os estudos e iniciou a sua vida profissional. No ano de 2000 decidiu rumar à bela ilha da Madeira, onde reside actualmente.
Apesar de a escrita o acompanhar desde muito cedo. Só em finais de Agosto de 2006, surge a publicação do seu primeiro livro de poemas, “Juntando as Letras”. Em Maio de 2007, é editado o seu segundo livro, “Janela do Pensamento”, uma compilação de poemas e prosa poética. Quase a terminar o ano, em Outubro de 2007, nasce mais um livro de poemas e prosa poética, intitulado “Navegando nas Palavras”. No ano de 2008 fez parte de um grupo de onze autores, que lavraram e assinaram as páginas do livro, “Leituras Soltas”, uma edição conjunta da Fnac e da editora O Liberal, lançado a 13 de Dezembro.
Em Dezembro de 2007, O Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais, confere-lhe o Diploma de Honra e Mérito ao Escritor.
Os livros “Juntando as Letras”, “Janela do Pensamento” e “Navegando nas Palavras”, para além da poesia e da prosa poética, têm um outro denominador comum, que muito orgulha o autor. Angariam fundos para instituições, que apoiam e acolhem crianças carenciadas e em risco. Aldeias de Crianças SOS de Portugal, Acreditar – Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro, Núcleo Regional da Madeira e Ajuda de Berço, instituição que acolhe crianças em risco dos 0 aos 3 anos de idade.
De igual modo o livro “Leituras Soltas” em que participou, a totalidade da receita das vendas, reverte a favor da AMI e do Rotary Club do Funchal.
O autor conta já com um considerável número de escolas visitadas, no Continente e na Ilha da Madeira. Fomentar o gosto pela leitura e pela escrita, junto dos mais jovens, têm-lhe proporcionado dos mais gratificantes momentos na sua vida, quer como homem, quer como escritor. Sendo por isso, uma actividade que procurará intensificar, e tudo fará para responder afirmativamente, a todas as solicitações que lhe forem endereçadas nesse sentido
Agenda do livro Pedaços de Vida e Fantasia, de António Paiva
Dia 24 de Abril pelas 21,30
Apresentação da obra pelo escritor e poeta José Torres.
Momento musical, pelo músico, poeta e escritor Flávio Lopes da Silva, acompanhado pelo músico Miguel Duarte.
Sessão de Apresentação na Biblioteca Municipal de Anadia
Dia 26 de Abril pelas 16 horas
Apresentação da obra pelos alunos do 11º Ano, da Turma de Literatura Portuguesa, da Escola Secundária de Anadia
Preparação e coordenação da Professora Dulcineia Borges
Com o patrocínio da Câmara Municipal de Anadia, Biblioteca Municipal de Anadia, e Vinícola Castelar.
Sessões de Apresentação em Montemor-o-Velho
Dia 27 de Abril pelas 11 horas
Associação Diogo de Azambuja – Escola Profissional de Montemor-o-Velho
Estrada Nacional 111
Dia 27 de Abril pelas 14 horas
Associação Diogo de Azambuja – Escola Profissional Agrícola Afonso Duarte
Largo da Feira – Montemor-o-Velho
Sessões de Apresentação em Gafanha da Nazaré
Dia 28 de Abril manhã e tarde
Escola Secundária c/3ºCEB da Gafanha da Nazaré
Rua Dr. António Vilão
Sessão de Apresentação em Lisboa, na Livraria Bulhosa Books & Living – Campo de Ourique
Rua Tomás da Anunciação, nº 68 B
Dia 1 de Maio pelas 16 horas
Apresentação da obra a por Ana Correia e pelo poeta Vítor Cintra, autor do prefácio ao livro.
Conferindo ao evento maior dimensão cultural, estarão expostas durante a sessão, pinturas de Helena Paz.
Sessão de Apresentação na Fnac Coimbra
Dia 2 de Maio pelas 21:30
Apresentação da obra por Paula Cação e pelo poeta Policarpo Nóbrega.
Um evento a não perder por quem goste de emoções fortes.
Sessão de Apresentação na Fnac Madeira
Dia 9 de Maio pelas 17 horas
Apresentação da obra por Paula Trigo.
Estão garantidos momentos surpreendentes durante a sessão, que não são revelados, para estimular apetites.
sexta-feira, abril 17, 2009
Diário de Maria Cura, de José Torres

Há uma pergunta sem resposta no ar:
Quem matou Maria Cura?
José Torres, em parceria com a Temas Originais, edita "Diário de Maria Cura", e convida-vos a estarem presentes nos diversos momentos que o autor prevê realizar de norte a sul do país.
Agenda:
18 de Abril – Sessão de Poesia no Gato Escaldado Bar em Braga, com declamação de poemas dedicados á mulher e ao amor.
Sessão de autógrafos do livro.
30 de Abril - Pré apresentação na Biblioteca Municipal de Vila Verde (Braga), com vários convidados e momentos musicais.
Maio
Apresentações do livro no Porto, em Coimbra e Lisboa, em locais a confirmar brevemente.
10 de Junho - Apresentação na Feira do Livro de Barcelos
A partir de 12 de Junho - Apresentação na Feira do Livro de Viana do Castelo.
Outras presenças em Feiras do Livro estão a ser preparadas.
quinta-feira, abril 16, 2009
Caminho da Vontade, de Paulo Afonso Ramos

Apareçam por lá e partilhem o momento especial na vida deste autor, poeta e principalmente, meu GRANDE AMIGO!
quarta-feira, abril 15, 2009
Pobre Povo...

Entre a rosa e o espinho,
Laranja e podridão,
Escravatura e corrupção!
Pobres de nós, indulgentes
Tudo perdoamos e esquecemos
A Governos incompetentes
E fingimos que vivemos…
Somos já raça de mendigos
Atolados no desemprego,
Dívidas e outros inimigos
Do nosso grande sossego.
Aplaude novamente
O “bom do politico” que passa
E que tão bem te mente…
Ou mostra, Povo, a tua raça!
sexta-feira, abril 10, 2009
Dueto - Silêncio Sentido

e perco-me na geografia
dos trajectos sinuosos
que escondes
entre sombras de afectos
Percorro-te os traços
e perco-me em ti...
na seara do teu ventre
que palpitante... fremente
me chama a descobertas
num sussurro clemente.
Morro num beijo teu
e sou silêncio e lágrima
que ressurge no compasso
almofadado do prazer
com que me adornas.
Absorvo-te miríade...
constelação perfeita, cintilante
subtil tiara de diamantes.
Com faminto abraço
percorro-te em lento passo
e luz refulgente te tornas!
Nesta quietude intimista
somos um só, inseparáveis,
em preciosos instantes
que a vida prolonga.
E na cumplicidade secreta
o amor acontece outra vez...
E és silêncio e lágrima,
és seara doirada colhida,
és frágil frágua presa em mim.
Quando em ti me fundo, acutilante
libertas húmidas fragrâncias-jasmim
num grito surdo de amante!
terça-feira, abril 07, 2009
Talvez...

Os sussurros soltem a promessa
E a palavra se dispa de rubor
E se pinte no vermelho dos meus lábios
Picantes, mordazes,
Que t’atormentam a pele doce
Roçada suavemente,
Beijada em fúria,
Mordida em sofreguidão…
E nesse estado febril
Em que te deixo
Ser-te alívio da erecção
Plena e extensa
Em virginal deleite
Em estado de meretriz.
Talvez me tenhas no segundo
Eterno do tempo,
Onde os relógios são apenas
Olhares esquivos e sedutores,
E m’entregues tudo o que tens
Nas minhas cavernas
Lascivas e travessas.
Talvez no silêncio das palavras
Os corpos gritem
(o meu, o teu)
Que se amam!
domingo, abril 05, 2009
Paulo Afonso Ramos

No próximo dia 18 de Abril, pelas 15 horas, na Biblioteca Municipal Dr. José Vieira de Carvalho, na Maia, será lançado o 3º livro do Poeta Paulo Afonso Ramos, com o título “Caminho da Vontade” que terá a chancela da Temas Originais.
Obra e autor serão apresentados pelo Poeta Xavier Zarco.
Convido-vos a estarem presentes no lançamento desta grande obra de poesia, de um autor que tem o dom da palavra.
Haverá um jantar após o evento. Quem quiser estar presente deverá confirmar a presença para: ilucia2@gmail.com
Divulguem e apareçam!
sexta-feira, abril 03, 2009
Afectividade

Entre focos de luz intermitente
Do meu sentir resignado,
E bocas silvestres que acompanham
O corpo sedento de versos
Macerados nos meus refúgios.
Há magias fingidas nos teus traços
Que me iludem e me vergam
Em vénias largas
Esculpidas no meu sentir.
Tombo-me, apagada,
Pelo riso dos teus olhos,
Enganosos,
Como os segundos da espera
Que não bate à minha porta,
E mesmo assim me rasga.
Como se fosse capaz de me amar!
Não quero o concreto do teu toque
Nem a aspereza do teu coração.
Quero efectivamente a afectividade
Suprema da poesia
Expelida dos teus versos.
quinta-feira, abril 02, 2009
Convites para Sábado

Obra e autor serão apresentados por Maria Azenha.
A sessão contará com a presença de Inês Ramos, que declamará alguns poemas.

Obra e Autor serão apresentados pela Prof.ª Magda Rodrigues.
quarta-feira, abril 01, 2009
Resquícios de uma paixão

pela penumbra do toldo
do café da Praça Grande.
Desde logo
equacionei algo...
muito diferente
do anteriormente
perspectivado.
Idealizei-te em sonhos
de nuvens pinceladas
entre flocos de luz.
Meus olhares
se situaram
numa insistência
sem sentido...
Facto por ti
reprovado,
pelo teu afastamento...
sem mácula!
Mas eis que sorris
e as estrelas brilham
em cores de suave primavera.
Passaste lesta
pelos meandros
da minha vida.
Teu rasto
se desvaneceu,
com indiferença.
Foste passagem,
de todo,
despercebida!...
Mas ficou a lembrança
guardada no meu peito
que te reclama na saudade.
terça-feira, março 31, 2009
Liberdade
Sonho com o mar sem fim
Colado à imensidão do céu
e com nuvens que correm tão depressa
beijando as estrelas, de mansinho,
como o luar que brilha no horizonte.
Voo nas asas do sonho
rasando ondas que rebentam
em fúria de tempestade
sinto o sabor do mar
que se dissolve na minha boca.
Imagino-me no topo do mundo
e abro os braços à vida
olho pra baixo e quero
alcançar a eternidade
e saber o meu destino pra sempre.
Neste bosque sombrio
em que me perco e procuro
sou labirinto enraizado
fauno esquecido, musgo esmagado
alma de sol escondido.
Estas dunas que piso
secas, castelos de areia e eu
escondem oceanos de chuva
cadências do meu sentir
lágrimas há muito caídas.
Para esta estrada silenciosa
que percorro lentamente
ávido de esperança e coragem
sou barco encalhado na vida,
que nunca chegará a bom porto...
Associação Às Artes
www.as-artes.com
É fácil, basta inserir email, ir ao email e confirmar registo. Depois ir ao site do as-artes.com e inserir de novo email (em painel de controlo) com a palavra passe recebida pode participar, colocando artigos: textos, poemas, fotografias, vídeos, divulgar eventos, notícias, etc...
As vantagens em participar são que, o site as-artes é um klub e como tal, passa (e recebe) em vários canais, logo a visibilidade é grande.
Depois porque estamos a construir uma família de autores, onde, anualmente, faremos uma seleção de poemas para organizar uma antologia.
Esta participação neste site não concorre com sites do género, consideremos por assim dizer, uma outra casa onde os nossos poemas ganham janelas para vários lados.
A informação irá sendo actualizada, assim como o próprio site que, tijolo a tijolo, se vai construindo.
É vantajosa toda e qualquer contribuição neste site, quer para o engrandecimento da associação quer para os seus associados que, com a participação geral, a tempo todos terão o seu troco, quer em participação numa revista quer em livro editado.
segunda-feira, março 30, 2009
Tempo sem ti

Em que o mar se atraiçoou
Deixando a fragilidade
Da lua, divina,
Tocar-lhe a espuma
E degustar-lhe o sal.
Houve um tempo
Em que os pássaros
Se aquietaram no ninho
E as borboletas mordiscaram
O repouso dos justos
Num desafio aos disformes.
Houve um tempo
Em que o entorpecimento
Me tomou a razão
E a hibernação o corpo
Que jazia frio
E quase letal.
Houve um tempo
Em que o tempo não contava,
A lágrima chorava
E o coração desesperava…
Tempos houve…
Em que tu não estavas aqui!
quinta-feira, março 26, 2009
Dueto - Nuvens de Amor

Nuvem radioactiva do Amor
Nunca me perguntes se vou
Viajar no espaço sideral da agonia
Sabes o que sou
Sabes que vou
Mesmo que não queira
Não me perguntes se quero
Envolver-te nos meus braços
E guiar-te por ondas de prazer
Feitas de pedaços de algodão
Doce como os beijos
Que me darás
Mesmo que ainda não saibas
Não perguntes se fui
Alma no teu corpo
Sou volúpia azul-marfim
Pedaço de sonho e de luz
Embrulhados em estrelas cadentes
Nascidos para te guiar.
domingo, março 22, 2009
Perco-me

Há um deserto esquivo
Nos passos incertos que dou
Nesta estrada esburacada
Em que me tomas os sentidos.
Tropeço em palavras
E arrebato-me, já impávida e audaz,
Ao gosto do teu corpo
Que me atraiçoa a prudência.
Se digo que te quero, perco-me…
Se sussurro que te amo, perco-te…
Há vagas profundas que me assolam
A alma, invadida de ti
Num rompante instantâneo,
Provocando-me a cegueira
Da consciência já perdida…
Movo-me em quimeras
Alucinada pela tua voz,
E tu…
Tu?
Sou cortina de luz transparente,
Indivisível, estranha,
Que a tua cegueira não vê.
E perco-me por te amar…
quinta-feira, março 19, 2009
Saudade...

E fere, profunda,
Sangrando a alma
Que verte rubis
E se veste de negro,
Em que o coração grita,
Raivoso e desequilibrado,
Atravessando a distância
E quedando-se a teus pés.
Há a lembrança do teu toque
E o gosto dos teus beijos,
O cheiro do teu corpo,
Que m’inquieta, perturba,
E a vontade louca
De extinguir
A distância do caminho.
Há a solidão, o vazio,
Companheiros fiéis da tortura
Que teima em não te ter
Neste ermo local
Onde habito abandonada.
Há a esperança libertina
Que m’alimenta e suga a dor
Na expectativa de te ter só meu…
Há… a saudade!
terça-feira, março 17, 2009
Poesia na Amadora

Caros Amigos,
No âmbito do Dia Mundial da Poesia, está prevista uma tarde de poesia "Café com Poemas", a ter lugar no próximo dia 21 de Março, às 16 horas, na Sala de Leitura da Biblioteca Municipal da Amadora - Rua Capitão Plácido de Abreu.
Apareçam e tragam uns poemas para ler, de preferência vossos! O ambiente será descontraído, entre amigos, numa tertúlia animada sem nervos nem pressões!
De certeza que irão gostar!