quarta-feira, janeiro 16, 2008

Nunca serás meu...


Fechei a porta... Lá fora ficaram o vazio e a solidão.

Dentro das quatro paredes brancas do quarto, apenas o nosso silêncio e as velas perfumadas, rodeando a cama. Esperas-me quieto, sorrindo, dentro do meu olhar. Abraço-te e deito-me, sentindo o calor do teu corpo nu. Beijo-te os lábios doces, carnudos e acaricio os teus cabelos de seda. A tua voz, suave, sussura-me poemas de amor e os teus gestos, quentes, beijam as minhas palavras.

Amas-me loucamente... E como eu te amo! A lua esconde-se, envergonhada, atrás das nuvens cinzentas, e as estrelas, curiosas, espreitam cautelosamente.

Nunca serás meu... Nunca me pertencerás... Jamais saberás que te amo!

Dormes tranquilo, sorrindo, abraçado ao teu amor... Eu acordo do meu sonho. Na cama, rodeada pelas velas perfumadas, dormem a meu lado o vazio e a solidão.

Nunca serás meu... Nunca me pertencerás... Jamais saberás que te amo!


Vera Silva
Enviar um comentário