domingo, fevereiro 03, 2008

Solto-me das Amarras

Não me digam que o céu é azul
Se posso sonhá-lo da cor que eu quiser!
Não me falem do cheiro das rosas
Se lhes posso dar o aroma do meu perfume!
Não me tentem calar
Porque posso gritar histericamente o teu nome!
Não me prendam os pulsos
Porque mais tarde ou mais cedo
Solto-me das amarras e mostro-me...
Sou frágil como um copo de cristal
Mas forte como o mar enraivecido.
Não me acusem do que não faço
E não erguerei os punhos.
Não me obriguem a nada!
Deixem-me ser assim...
Solta, livre,
Apaixonada pela vida e de riso fácil!
Não me peçam para dormir
Se tenho tanto para escrever
E ainda não sei as letras todas do meu nome!

Vera Silva
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