sábado, agosto 21, 2010

Em fogo a carne



Em fogo a carne
que queima,
arde,
portas abertas
à fantasia.

Corpo de seda
deitado no poema,
velas acesas
em chão dos teus versos.

Mãos que partilham
toques subtis,
num quero e não quero,
à frente, atrás...

Em fogo a carne
que queima,
arde...

E as velas 
enroscam-me a ti!


Vera Sousa Silva
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