sábado, agosto 20, 2011

Algemada


 



Falar desta vontade de te ter
e dos caminhos que percorro
só, num silêncio profundo
envolto em nuvens negras
e distantes...

Tua, tua!

Assim sou.

Neste final de estrada
em que te espero,
onde o tempo não tem horas
e os dias não envelhecem,
a esperança não morre
nem se deita em cada buraco.

Deito-me algemada
a este amor traiçoeiro
que chegou sem aviso.

Morro tua...

E tu nem sabes que vivi!

Vera Sousa Silva
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