sábado, janeiro 03, 2009

Súplica


Resguardo-me no silêncio fusco da noite

Oculta entre palavras indizíveis

E quedo-me na extensão

Dos sentimentos condoídos

Que me abarcam…


Cerrei a passagem ao meu peito

E aos meus actos

Numa atitude de percepção

Da crueldade alheia

E fico-me nestas razões

Protectoras da sensibilidade

Que me pertence secretamente.



Não mais ouvirás teu nome

Gritado pela minha alma

(já selada por feitiço).



Deixo-te entregue à luminosidade

Do tempo que te seduz

E reclino-me no desprezo

A que me votaste amargamente.


Não me peças sorrisos…

Dispensar-te-ia apenas os pérfidos

(e morreria por dentro).
Vera Sousa Silva
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