domingo, março 02, 2008

Amor... Sem ti


Escuto o teu dormir

Nas madrugadas silenciosas

Que me ferem a alma de saudades.

Roubo-te beijos em sonhos

E guardo-os, como tesouros,

Por trás do luar

Com que me visto para ti.

Não me vês...

Mas estou aqui,

E sinto cada gesto

Como se fosse meu.

Sei o gosto desse beijo

Que nunca me darás,

E sinto o teu abraço

Que me tira da solidão

Por breves instantes...

Sei que é amor,

Sem desejos secretos

Para além de te amar,

Sem mentiras nem esconderijos,

Sem loucas demências,

Sem ti...
Vera Silva

18 comentários:

Luis Ferreira disse...

Belo momento, onde as palavras cheias de amor, abraçam o leitor e segredam os tesouros escondidos da alma.

Adorei beber destas tuas palavras e de sentir o que de belo elas transmitem...

Obrigado pela nomeação de blog do mês, penso que não mereço, mas agradeço à mesma o gesto de amizade.

Bjs

nd disse...

Boa noite linda jovem.

Meu amor está ausente, sinto uma saudade parecida, adoraria poder ler junto com eles estes versos.
Estamos só.
abraços.

© Piedade Araújo Sol (Pity) disse...

Belo poema de amor, onde se entrelaçam sentires escondidos, saudades, renuncias, talvez.

Mais um belo poema.

Beij

Amaral disse...

Lê-se na serena quietude que nos envolve.
Sente-se no poisar alegre dum gesto encontrado.
Dá-se no toque suave duma carícia repartida.

Ricardo Rayol disse...

sempre disponível, sempre.

A.S. disse...

Vera...

Mas tu já sabes as palavras que não escrevo,
Aquelas que não digo,
e que vão poisar docemente nos teus lábios...

Um beijo

Olga disse...

Amor e saudades andam sempre de mão dadas! Bela união neste poema.Bjs.

Maria disse...

Palavras com que me visto, também....
Excelente poema de amor ausente presente...

Beijinhos, Vera

Oliver Pickwick disse...

Um poema do desamor, escrito com versos melancólicos, contudo, repletos de suavidade e equilíbrio.
Beijos, e dias felizes, querida amiga!

Pedra Filosofal disse...

Um poema de desencontro, de amor não correspondido.. mas belo. Belo na tristeza que nos transmite

Anónimo disse...

O que é que nos faz doer mais? a ausencia de alguem que amamos incondicionalmente, ou a magoa que os actos de quem esta connosco nos provoca, sem sequer se aperceberem do efeito causado?
Talvez nao haja medidas, nem metas, apenas dores... de quem as sente.

Beijinho.

www.memoriasecretas.blogs.sapo.pt

impulsos disse...

E nas ausências inventam-se momentos...
Momentos em que a alma voa quando se liberta do corpo que a aprisiona...
E nesse mundo tão solitário de afectos, imaginam-se gestos e carinhos, beijos e até palavras que se ouvem em silêncio, quando não saem das bocas caladas e que tanto se querem ouvir...

Beijo

Manuel Veiga disse...

belo e sensorial poema!

beijos

Fernando d'Almeida disse...

muitissimo bom!

lua prateada disse...

Lindo adorei,psiuuu continua a beijá-lo em sonhos e, assim que haja oputunidade beija na realidade.
Bonito amor...
Passei para te deixar um raio do meu luar...Estou partindo para minha lua e te deixo com saudade...
Bom fim de semana.
Beijinho prateado com carinho
SOL

Mel de Carvalho disse...

Minha querida amiga, que te posso dizer que já não te tenha dito?
Sim, esta tua fase de escrita é-me particularmente agradável. Trata-se de uma escrita mt mais livre, mais solta, mais visceral e muito profunda.
Gosto e ponto final!
Reler este poema foi, nesta tarde de chuva aqui, um momento alto.

Beijo da Mel

PS: Vim com o meu blog das "insónias"... p/ qd não tiveres carneiros p/ contar, sempre podes ir até lá :)

lena disse...

Vera

tanta beleza que se juntou na tua poesia que o momento foi de fortes emoções

tão belo o que escreves

a doçura em casa verso teu. no sentir de uma saudade

beijo meu

docemente deixo o meu abraço

lena

Anónimo disse...

o gosto desse beijo,
que nunca provarás,
amarga-me na boca
na língua meio louca
sedenta e voraz.

a força desse abraço
que nega a solidão
aperta-me por dentro
num doce sentimento
sem tino sem razão.